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Supernova SN 2024ggi registrada em tempo real por astrônomos

Astrônomos observaram pela primeira vez a explosão da supernova SN 2024ggi em tempo real, revelando detalhes da galáxia NGC 3621.

Redação ChicoSabeTudo
13 de novembro, 2025 · 15:43 1 min de leitura
Representação artística da supernova SN 2024ggi, que explodiu na galáxia NGC 3621 a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. Créito: ESO/L. Calçada
Representação artística da supernova SN 2024ggi, que explodiu na galáxia NGC 3621 a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. Créito: ESO/L. Calçada

A explosão de uma estrela foi registrada pela primeira vez em tempo real por astrônomos, conforme um artigo publicado na revista Science Advances nesta quarta-feira (12). Utilizando o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado no Chile, a observação capturou o momento exato em que a supernova SN 2024ggi irrompeu na galáxia NGC 3621, a cerca de 22 milhões de anos-luz da Terra.

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O evento foi detectado na noite de 10 de abril de 2024, e a equipe, liderada pelo astrônomo Yi Yang, agiu rapidamente após a descoberta. Menos de 12 horas após o alerta, o telescópio foi posicionado para observar a explosão, um feito raro que possibilitou a captura em tempo quase real. “Durante algumas horas, conseguimos observar a forma da estrela e da explosão ao mesmo tempo”, explicou Dietrich Baade, coautor do estudo.

A estrela progenitora da SN 2024ggi era uma supergigante vermelha, com uma massa de 12 a 15 vezes a do Sol e um raio aproximadamente 500 vezes maior. Ao esgotar seu combustível nuclear, o núcleo colapsou, desencadeando uma onda de choque que resultou na explosão da supernova. O VLT, através de espectropolarimetria, revelou detalhes sobre a forma e evolução da explosão, encontrando uma configuração inicial alongada que se achatou à medida que o material se expandia.

Este estudo não apenas registra um momento histórico na astronomia, mas também ajuda a reavaliar teorias sobre os mecanismos por trás das explosões estelares. É uma confirmação da importância de colaborações internacionais e do uso de novas tecnologias na exploração dos mistérios do Universo. “É uma lembrança de que curiosidade, cooperação e rapidez podem revelar mistérios profundos sobre o funcionamento do Universo”, comentou Ferdinando Patat, do ESO.

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