Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram simular a Via Láctea, incluindo mais de 100 bilhões de estrelas ao longo de dez mil anos. A conquista, considerada o modelo mais preciso da galáxia até agora, foi realizada ao combinar inteligência artificial (IA) com simulações numéricas. Além de representar 100 vezes mais estrelas do que modelos anteriores, o novo método foi produzido com uma eficiência superior, sendo 100 vezes mais rápido.
O estudo, liderado por Keiya Hirashima, do Centro RIKEN de Ciências Teóricas e Matemáticas Interdisciplinares (iTHEMS) no Japão, contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Tóquio e da Universidade de Barcelona, na Espanha. As descobertas foram apresentadas na conferência internacional de supercomputação SC '25. A metodologia desenvolvida tem potencial para aplicação em diversas áreas, como modelagem de mudanças climáticas e padrões meteorológicos.
“Acredito que a integração da IA com a computação de alto desempenho representa uma mudança fundamental na forma como abordamos problemas multiescala e multifísicos nas ciências computacionais”, afirmou Hirashima. Ele ressaltou que essa invenção permite que as simulações impulsionadas por IA se tornem ferramentas eficazes na descoberta científica.
A simulação da Via Láctea tem sido um desafio constante para astrofísicos, sendo crucial para testar teorias sobre a formação e evolução das galáxias. Modelos anteriores limitavam a simulação a grandes eventos, com longos períodos de processamento. Com as novas técnicas, o tempo para simular um milhão de anos foi reduzido para apenas três horas.
Com os avanços tecnológicos, agora é possível não só representar estrelas individuais em uma galáxia extensa, mas também entender melhor fenômenos complexos, como explosões de supernova. A equipe validou a nova abordagem em supercomputadores de alta capacidade, confirmando a precisão dos resultados obtidos.







