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Robotáxis da Waymo podem ganhar assistente Gemini para passageiros

A Waymo testa o Gemini, inteligência artificial do Google, para interagir com passageiros em seus robotáxis, oferecendo conforto e assistência na cabine, segundo descobertas em código.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
26 de dezembro, 2025 · 23:05 3 min de leitura
(Imagem: Thomas Hunter II/iStock)
(Imagem: Thomas Hunter II/iStock)

Imagine entrar em um carro sem motorista e ter um assistente virtual conversando com você durante a viagem. Parece coisa de filme, mas a Waymo, empresa de carros autônomos do Google, pode estar bem perto de tornar isso realidade. Indícios encontrados no código do aplicativo da empresa sugerem que o chatbot Gemini, a inteligência artificial do Google, está sendo testado para interagir diretamente com os passageiros em seus robotáxis.

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A novidade veio à tona graças à pesquisadora Jane Manchun Wong, conhecida por fuçar nos códigos de aplicativos em busca de funcionalidades que ainda não foram lançadas. Ela desvendou um documento interno bastante detalhado, com mais de mil linhas de instruções, que explica como o Gemini se comportaria dentro dos veículos autônomos da Waymo.

O que o Gemini faria dentro do robotáxi?

Pelas informações descobertas, o assistente virtual vai muito além de um simples bate-papo. Ele foi pensado para ser um verdadeiro companheiro de viagem, focado em deixar o trajeto mais confortável e tranquilo para quem está no carro. As principais funções do Gemini seriam:

  • Responder perguntas: De informações básicas sobre o clima a curiosidades sobre pontos turísticos, o Gemini estaria pronto para conversar.
  • Auxiliar na cabine: Precisa ajustar a temperatura? Mudar a música? Controlar a iluminação? O assistente ajudaria com esses comandos simples, tudo pela tela do carro.
  • Oferecer suporte e tranquilidade: Em momentos de dúvida ou em situações inesperadas, o Gemini poderia dar mensagens para acalmar os passageiros.
  • Personalização: O assistente poderia cumprimentar o passageiro pelo nome e até acessar o histórico de viagens para oferecer uma experiência mais individualizada.

O projeto descreve o Gemini com uma identidade clara: um amigo virtual, amigável e discreto. As diretrizes são para usar uma linguagem simples, evitar termos técnicos e dar respostas curtas, garantindo que qualquer pessoa consiga entender.

Limites importantes: o Gemini não dirige o carro

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Um ponto crucial das instruções é a separação bem definida entre o assistente de IA e o sistema que realmente dirige o veículo. O Gemini não deve se apresentar como o responsável pela condução. Se alguém perguntar como o carro 'enxerga' a estrada, por exemplo, o assistente deve deixar claro que essa é uma capacidade do sistema Waymo Driver, e não dele próprio.

“As instruções determinam que o Gemini não se apresente como responsável pela condução do veículo. Em perguntas sobre como o carro ‘enxerga’ a estrada, por exemplo, o bot deve atribuir essas capacidades ao sistema Waymo Driver, e não a si próprio.”

Além disso, o assistente foi orientado a não fazer comentários sobre o desempenho do sistema de direção, acidentes ou qualquer incidente envolvendo veículos da Waymo. Nesses casos, a ordem é desviar do assunto, sem entrar em explicações ou tentar se defender. O papel dele não é ser um porta-voz da tecnologia autônoma.

O Gemini também não poderá realizar tarefas práticas como fazer pedidos, reservas ou lidar com emergências. Mudar a rota, ajustar os bancos, controlar os vidros ou o volume do som também estão fora de suas alçadas. Se o passageiro fizer um pedido que ele não pode atender, a resposta será educada, informando que a função ainda não está disponível.

Waymo ainda não confirma

A Waymo, por enquanto, não confirmou oficialmente que vai lançar este recurso. A empresa disse ao site TechCrunch que está sempre buscando melhorias para tornar a experiência de viagem mais agradável, mas que nem todas as novidades em teste chegam a ser lançadas de fato ao público.

Vale lembrar que não seria a primeira vez que o Gemini seria usado pela Waymo. A empresa já declarou que usa o modelo de inteligência artificial para treinar seus sistemas de direção autônoma, simulando situações complexas e de maior risco. Outras empresas do setor também estão de olho em assistentes de IA para veículos autônomos, como a Tesla com o Grok, da xAI, embora cada uma com uma proposta um pouco diferente.

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