Uma verdadeira rebelião tecnológica está acontecendo no Pentágono, o coração da defesa dos Estados Unidos. Militares e funcionários estão simplesmente se recusando a parar de usar uma ferramenta de inteligência artificial chamada Claude, mesmo com uma ordem direta dos seus superiores para abandoná-la.
O motivo da teimosia é simples: eles acham o Claude o melhor programa do tipo que existe. A ferramenta é usada para tarefas cruciais, desde planejar operações e mirar armamentos até analisar informações secretas e escrever códigos de computador. Para a tropa, abrir mão dela é dar um passo para trás.
A ordem para o banimento veio do alto escalão do Departamento de Defesa. O secretário Pete Hegseth classificou a empresa criadora do Claude como um risco para a segurança e deu um prazo de seis meses para que todos parassem de usar o sistema, após um desentendimento entre as partes.
Acontece que a troca não é como mudar de aplicativo no celular. Substituir o Claude nos sistemas militares é um processo caro e que pode levar até um ano e meio. Um funcionário reclamou que agora precisa fazer manualmente no Excel tarefas que a inteligência artificial resolvia em segundos.
O problema é ainda maior porque um importante sistema de análise e mira de armas, o Maven Smart System, foi construído usando a tecnologia do Claude. Agora, a empresa responsável, a Palantir, terá que refazer parte do software, um trabalho gigantesco e custoso.
Com o prazo se esgotando, muitos desenvolvedores e militares estão "empurrando com a barriga", na esperança de que o governo e a empresa de IA cheguem a um acordo. A situação mostra o tamanho da confusão que a nova tecnologia está causando até dentro da maior força militar do mundo.







