Um novo tipo de ataque está tirando o sono de quem tem iPhone. Batizado de “DarkSword”, o golpe é capaz de roubar seus dados mais importantes, como mensagens, e-mails e até sua localização, em questão de segundos. O pior: depois do roubo, o rastro do crime é apagado, dificultando a descoberta da invasão.
O ataque funciona como um ladrão que encontra uma janela aberta. Os criminosos usam uma brecha de segurança no navegador Safari, que vem instalado em todo iPhone. A falha atinge principalmente os aparelhos com as versões do sistema iOS entre 18.4 e 18.6.2.
A ameaça não é pequena. Segundo especialistas em segurança, cerca de 14% dos usuários de iPhone no mundo podem estar vulneráveis, o que representa mais de 221 milhões de aparelhos. Esse número pode ser ainda maior se outras versões do sistema também tiverem a mesma falha.
A investigação, feita por gigantes como o Google, aponta para um grupo de hackers ligado à Rússia. Eles já usaram o “DarkSword” para atacar pessoas em vários países, infectando sites comuns que, ao serem acessados, instalavam o programa espião no celular da vítima.
Esse golpe mostra que a antiga fama de que o iPhone é "à prova de vírus" precisa ser vista com cuidado. Os ataques estão cada vez mais espertos e agora não são usados apenas por governos, mas também por quadrilhas que buscam ganhar dinheiro com os dados roubados.
A principal recomendação para se proteger é a mais simples: mantenha seu iPhone sempre atualizado. A Apple libera correções de segurança com frequência, e instalar a versão mais recente do iOS é a melhor defesa. Além disso, evite clicar em links suspeitos e baixar aplicativos de fontes desconhecidas.







