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Planeta 'algodão-doce' é coberto pela névoa mais densa já vista por astrônomos

Gigante e fofo, o mundo chamado Kepler-51d intriga cientistas por esconder sua atmosfera atrás de uma cortina impenetrável.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
20 de março, 2026 · 16:16 2 min de leitura

Uma névoa tão espessa que nem o poderoso telescópio James Webb conseguiu ver através. Foi isso que cientistas descobriram ao apontar para Kepler-51d, um planeta gigante localizado a cerca de 2.600 anos-luz da gente. A camada de neblina é tão densa que esconde todos os segredos da sua atmosfera.

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O mais curioso sobre Kepler-51d é sua natureza. Ele é do tamanho de Saturno, um dos gigantes do nosso sistema solar, mas é incrivelmente leve. Sua densidade é tão baixa que os astrônomos o apelidaram de planeta “algodão-doce”. É como se fosse um mundo fofo e inchado, um verdadeiro peso-pena do universo.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, usou o James Webb para tentar descobrir do que a atmosfera desse planeta é feita. A técnica é observar a luz da estrela que o planeta orbita passar por sua atmosfera, o que deixa uma espécie de “impressão digital” química para os cientistas lerem.

Para surpresa de todos, o resultado foi um beco sem saída. A névoa agiu como um muro, bloqueando a luz e impedindo que qualquer análise fosse feita. Segundo os cientistas, é uma das maiores camadas de névoa já encontradas em um planeta fora do nosso sistema solar.

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O mistério não para por aí. Kepler-51d não está sozinho. Ele orbita uma estrela que tem outros dois planetas do mesmo tipo “algodão-doce”. Isso desafia tudo o que se sabe sobre a formação de planetas, já que mundos tão grandes e com tão pouca massa não deveriam existir, muito menos em trio.

Os pesquisadores até consideraram a possibilidade de o planeta ter anéis, como Saturno, que estivessem bloqueando a visão. No entanto, eles acreditam que a explicação mais simples e provável é mesmo a névoa superdensa. Para ter certeza, serão necessárias novas observações com outros instrumentos do telescópio.

Essa descoberta, mesmo sem revelar a composição do planeta, é importante. Ela mostra que o universo pode criar mundos muito mais estranhos do que imaginamos. Entender como esses planetas “impossíveis” se formam ajuda os cientistas a aprimorar as teorias sobre a origem de todos os planetas, inclusive a nossa Terra.

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