Uma descoberta de cair o queixo está mexendo com o que sabemos sobre dinossauros. Pegadas com mais de 200 milhões de anos, muito parecidas com as de aves, foram analisadas por uma nova tecnologia. Isso deixou os cientistas com uma pulga atrás da orelha: será que as aves são mais antigas do que a gente pensava?
A responsável por essa reviravolta é uma inteligência artificial chamada DinoTracker. Funciona quase como um aplicativo de música que descobre o nome da canção. Os cientistas tiram uma foto da pegada, enviam para o sistema, e ele aponta qual bicho provavelmente passou por ali.
Até agora, identificar essas marcas era um trabalho complicado. O tipo de solo, a lama e o peso do animal mudavam o formato da pegada, e tudo dependia muito da interpretação do especialista. A nova ferramenta dá uma segunda opinião com uma precisão de cerca de 90%, ajudando a tirar a prova.
E as novidades não param por aí. O sistema também foi usado para desvendar um mistério na Escócia. Pegadas antigas que ninguém sabia de quem eram agora foram identificadas como possíveis parentes dos dinossauros "bico-de-pato". Se isso for confirmado, a história desses gigantes pode mudar.
Essa ferramenta está acelerando o trabalho dos paleontólogos. Em vez de passar horas debatendo sobre uma única marca, eles conseguem analisar centenas delas de forma rápida. É mais agilidade para desvendar os segredos do nosso planeta no passado.
Apesar de toda a tecnologia, o DinoTracker não veio para substituir os cientistas. Ele funciona como um grande ajudante, que oferece dados e novas pistas para entendermos melhor como esses animais incríveis viviam e se movimentavam há milhões de anos.







