Uma proposta diferente está agitando o mundo da tecnologia. O presidente da Nvidia, uma gigante do setor, sugeriu pagar um bônus aos seus engenheiros com “tokens de IA”. Em vez de dinheiro, eles receberiam uma espécie de crédito para usar robôs de inteligência artificial no trabalho.
A ideia, segundo o CEO Jensen Huang, é simples: dar aos funcionários as ferramentas para que se tornem mais produtivos. Ele chegou a dizer que poderia dar um valor equivalente a metade do salário base de um engenheiro só nesses tokens, para que eles pudessem automatizar tarefas.
Essa proposta faz parte de uma visão maior do executivo. Huang já declarou que, no futuro, seus funcionários humanos trabalharão lado a lado com “centenas de milhares de funcionários digitais”, que são os programas de IA capazes de realizar tarefas complexas sozinhos.
Enquanto a empresa fala em produtividade, a notícia chega em um momento de grande preocupação sobre o futuro dos empregos. Muita gente teme que a inteligência artificial acabe roubando vagas de trabalho de pessoas de verdade, gerando um verdadeiro “apocalipse dos empregos”.
Estudos já tentam medir esse impacto. O banco Goldman Sachs, por exemplo, estima que a IA pode automatizar tarefas que hoje representam um quarto de todas as horas trabalhadas nos Estados Unidos. Isso poderia levar a um corte de até 7% dos postos de trabalho conforme a tecnologia avança.
O mais curioso é que, ao mesmo tempo em que planejam cortes, muitas empresas reclamam da falta de profissionais qualificados. Especialistas apontam que os empregos de nível inicial, como os que envolvem análise de dados e relatórios, são os que correm mais risco de desaparecer.







