A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, contestou na noite de segunda-feira (21/09/2026) o Pix Saúde, proposta apresentada pelo candidato ao Governo da Bahia ACM Neto. A declaração ocorreu durante uma plenária sobre saúde no comitê central da campanha de Jerônimo Rodrigues.
Mozart Sales, representante do Ministério da Saúde, e integrantes das redes privada e filantrópica participaram do encontro, segundo a pauta que registrou a plenária.
O projeto de ACM Neto prevê o credenciamento de hospitais particulares e filantrópicos para atender usuários do SUS quando a rede pública não conseguir oferecer determinado serviço. O pagamento seria feito pelo Governo do Estado após a realização e a comprovação do atendimento. Oncologia, ortopedia, urgência e emergência estão entre as áreas citadas.
O candidato também defende o uso de equipamentos privados em horários adicionais, no modelo chamado por ele de “corujão”. A proposta prevê uma remuneração acima da tabela nacional do SUS, com referência em mecanismos adotados em São Paulo. ACM Neto administrou Salvador entre 2013 e 2020.
Roberta Santana afirmou que a Bahia já mantém mais de 3.700 leitos contratualizados na rede privada e filantrópica. Segundo ela, a utilização complementar desses serviços já integra a estrutura assistencial do Estado. A secretária também declarou que o governo estadual destinou R$ 45 bilhões à saúde nos últimos três anos. Ela disse que recursos adicionais podem levar determinados atendimentos a valores de “até 20 vezes a tabela SUS”.
A secretária classificou ACM Neto como “mal informado” e “mal intencionado”. Em seguida, questionou: “A primeira pergunta é: por que não fez para Salvador?”, em referência ao período em que ele comandou a capital baiana.
A Sesab informa que mantém contratos com hospitais municipais, filantrópicos, de pequeno porte e de ensino. Os acordos têm metas de qualidade e quantidade, com pagamentos ligados à produção hospitalar. O artigo 24 da Lei Federal nº 8.080/1990 permite o uso de serviços privados por contrato ou convênio quando a estrutura pública for insuficiente, de forma complementar.
Paulo Afonso teve, em agosto, uma agenda de saúde com Roberta Santana e Mozart Sales. Na visita técnica, foram anunciadas cirurgias oftalmológicas na Policlínica Regional, além de ações relacionadas ao Hospital Universitário e à ortopedia no Hospital Regional.







