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Óculos de realidade virtual reduzem enjoo espacial em astronautas

Estudo revela que óculos de realidade virtual podem reduzir o enjoo espacial em astronautas, melhorando seu bem-estar durante a adaptação à gravidade.

Redação ChicoSabeTudo
11 de novembro, 2025 · 06:10 1 min de leitura
Foto de dois astronautas no espaço - Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock
Foto de dois astronautas no espaço - Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Um estudo recente indica que óculos de realidade virtual podem ser uma solução eficaz para reduzir os sintomas da síndrome de adaptação espacial, um tipo de enjoo que afeta astronautas ao retornarem à Terra. Essa condição provoca náuseas, desorientação e tonturas devido à confusão que os cérebros dos astronautas enfrentam após a exposição à ausência de gravidade.

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A pesquisa, divulgada pelo site Interesting Engineering, testou a eficácia dos óculos em simulações que reproduziam condições de gravidade variáveis, semelhantes às que um astronauta enfrentaria ao pousar sobre a água. Três grupos foram formados: o primeiro sem estímulo visual, o segundo com uma simulação lateral e o terceiro com uma visualização frontal que previa os movimentos.

Os resultados mostraram uma diferença significativa entre os grupos. Enquanto cerca de 66% dos participantes sem estímulo visual relataram enjoo, apenas 20% do grupo que teve estímulo lateral e 10% do grupo com visualização frontal desistiram do teste antes do fim. Isso indica que a realidade virtual pode ajudar a alinhar os sinais sensoriais e reduzir o enjoo em até 50%.

Além de trazer alívio para astronautas, essa técnica pode ser aplicada em outras áreas, como para pessoas que sofrem com enjoo em veículos terrestres, marítimos ou até aéreos. Os pesquisadores ressaltam a importância dos resultados, que demonstram o potencial da realidade virtual como ferramenta alternativa de tratamento.

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Este avanço abre novas possibilidades para o uso de tecnologias imersivas em diferentes contextos, podendo até substituir medicamentos antieméticos, que apresentavam efeitos colaterais como sonolência. O estudo sugere que a continuidade das pesquisas nessa área pode levar a melhorias significativas na saúde e no desempenho de profissionais em situações extremas.

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