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Pinguim resgatado em Salvador acende alerta: veja o que fazer ao deparar com animal marinho na praia

Especialistas do Instituto Mamíferos Aquáticos orientam que o primeiro passo é nunca devolver o bicho ao mar sem avaliação veterinária — o erro mais comum entre quem quer ajudar

Redação ChicoSabeTudo
09 de julho, 2026 · 18:21 3 min de leitura
Pinguim-de-Magalhães resgatado na área portuária de Salvador, Bahia
Pinguim-de-Magalhães resgatado na área portuária de Salvador, Bahia

Um pinguim encontrado na área portuária do bairro do Comércio, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (7), voltou a chamar atenção para uma dúvida comum entre banhistas e moradores do litoral baiano: o que fazer quando se depara com um animal marinho fora da água? A resposta dos especialistas é direta — não toque, não tente devolvê-lo ao mar e acione imediatamente os órgãos responsáveis.

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O animal mobilizou equipes de monitoramento ambiental da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), que realizaram a captura de forma segura. Após a captura, o Inema foi acionado e realizou o encaminhamento do animal ao Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), onde o pinguim passou por avaliação veterinária, manejo e processo de reabilitação.

De acordo com a médica veterinária Larissa Pavanelli, coordenadora técnica do IMA, animais que chegam à faixa de areia geralmente estão debilitados ou necessitando de tratamento. Segundo ela, "é importante não devolver os animais para a água", já que a grande maioria precisará de atendimento veterinário antes de qualquer devolução ao habitat natural.

O erro mais frequente, segundo a especialista, é exatamente esse: jogar o bicho de volta ao mar sem avaliação clínica. Oferecer água ou alimento antes da estabilização do animal e provocar aglomeração ao redor do local do resgate também estão entre as atitudes que colocam o animal em risco, mesmo quando a intenção é ajudar.

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O IMA classifica os grupos de animais que normalmente exigem atenção imediata ao serem encontrados na areia: aves marinhas, tartarugas marinhas e golfinhos precisam de resgate sem demora. Já pinípedes — como lobos-marinhos e elefantes-marinhos — podem estar apenas descansando, mas ainda assim merecem avaliação por equipe especializada. Enquanto o socorro não chega, a orientação é manter crianças e animais domésticos afastados, evitar barulho e isolar a área, se possível.

O caso desta semana envolve um Pinguim-de-Magalhães, espécie que migra da Patagônia durante o inverno em busca de alimento em águas mais quentes. O aparecimento de pinguins no litoral brasileiro é considerado comum nessa época do ano, quando as aves migram em busca de alimento e podem ser transportadas pelas correntes marítimas para regiões mais ao norte, incluindo a costa baiana. Dados do Instituto Mamíferos Aquáticos mostram que, em 2025, foram registrados 27 pinguins no estado da Bahia.

O animal resgatado nesta semana é o primeiro pinguim registrado na Bahia em 2026. Não é o primeiro caso registrado na capital: na última década, a ave foi encontrada nas praias da Pituba, do Canta Galo — na Calçada — e, em 2024, na praia de Itapuã. Embora apareçam com relativa frequência no litoral brasileiro, os pinguins não vivem nem se reproduzem no país.

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Desde 1995, o Instituto Mamíferos Aquáticos trabalha pela conservação dos mamíferos marinhos no litoral da Bahia, e suas ações de resgate e reabilitação já salvaram centenas de animais. Os encalhes de fauna marinha são atendidos por equipe técnica especializada, disponível 24 horas por dia para responder a ocorrências do Litoral Norte ao Baixo Sul do estado.

Para acionar os órgãos responsáveis na Bahia, os números são: INEMA (71) 99661-3998; COPPA: 190; GEPA, somente em Salvador: (71) 3202-5312; IMA, de Mangue Seco a Canavieiras: (71) 99679-2383. A orientação dos especialistas é clara: qualquer ação bem-intencionada, porém inadequada, pode reduzir as chances de o animal se recuperar e retornar com segurança ao mar.

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