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Nova técnica promete triplicar a extração de terras raras, minerais vitais para a tecnologia

Pesquisadores dos EUA criam método inovador para extrair terras raras de lixo de carvão, prometendo triplicar a eficiência e impactar o mercado global.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
31 de janeiro, 2026 · 23:58 2 min de leitura
(Imagem: Joaquin Corbalan P/Shutterstock)
(Imagem: Joaquin Corbalan P/Shutterstock)

Uma nova e promissora descoberta pode mudar o jogo na extração de terras raras, aqueles minerais essenciais para quase tudo que é tecnológico hoje em dia. Pesquisadores da Northeastern University, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica que promete ser até três vezes mais eficiente que os métodos atuais para retirar esses elementos preciosos de um lugar inusitado: o lixo que sobra da mineração de carvão.

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Você já deve ter ouvido falar em "terras raras" ou "metais raros" nos noticiários. Eles são a base para a fabricação de ímãs superpotentes, usados em motores de carros elétricos, turbinas eólicas e até em telescópios espaciais. Embora estejam presentes na crosta terrestre, encontrá-los em grandes quantidades e com facilidade é um desafio, o que torna sua extração um processo caro e complexo.

Essa dificuldade cria uma corrida global. Hoje, um único país, a China, domina mais de 70% da produção desses minerais. Países como os Estados Unidos, com acesso limitado, se veem em uma disputa geopolítica intensa. Ex-presidentes, como Donald Trump, já buscaram acordos e até ameaçaram tomar territórios, como a Groenlândia, devido à importância estratégica desses recursos. Isso mostra o quanto as terras raras são cruciais para a hegemonia tecnológica mundial.

Como a nova técnica promete revolucionar a extração de terras raras

Atualmente, extrair esses minerais do solo não é apenas dispendioso, mas também exige tecnologias de ponta. É aí que a pesquisa da Northeastern University brilha. Publicada na revista Environmental Science & Technology, a descoberta propõe um método que transforma um problema (o resíduo da mineração de carvão) em solução para outro (a escassez de terras raras).

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O processo é dividido em duas etapas principais, que parecem saídas de um laboratório de alta tecnologia. Primeiro, os rejeitos de carvão são "cozidos" em uma solução alcalina, enquanto são aquecidos com micro-ondas. Em seguida, um tratamento com ácido nítrico entra em ação para separar as terras raras do restante da rocha. Essa abordagem inovadora não só otimiza a recuperação de minerais valiosos, mas também oferece uma nova perspectiva para o tratamento de resíduos industriais, transformando um problema ambiental em uma solução estratégica.

Apesar do enorme potencial para aumentar a disponibilidade desses minerais vitais, a técnica ainda enfrenta alguns obstáculos. O principal deles é o custo de refinar o processo, já que a composição dos rejeitos de carvão varia bastante de um lugar para outro. Cada jazida pode exigir um ajuste fino no método de extração. No entanto, a equipe de pesquisadores está otimista de que novos estudos poderão aprimorar ainda mais essa metodologia recém-apresentada, abrindo caminho para um futuro com mais recursos para a nossa tecnologia.

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