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Norma da Energisa ameaça internet em Sergipe e sindicato de provedores pede cancelamento ao MPSE

SindiproSE estima custo de R$ 10 milhões para troca de placas de identificação de cabos de fibra óptica em prazo considerado inviável pelos provedores.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
05 de junho, 2026 · 04:28 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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O Sindicato dos Provedores de Internet de Sergipe (SindiproSE) disparou um alerta público na última semana: uma nova norma editada pela Energisa, concessionária de energia elétrica no estado, pode provocar desconexão em massa de serviços de internet em Sergipe. O impacto, segundo o sindicato, atingiria residências, empresas e usuários de celular em todo o estado.

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O presidente do SindiproSE, Pedro Araújo, gravou um vídeo no Instagram para alertar a população, as empresas do setor e as autoridades. Segundo ele, a norma foi "aplicada de forma abusiva e sem consenso com os provedores de internet", conforme publicação divulgada pelo sindicato.

O ponto central da disputa é a exigência de troca das placas de identificação dos cabos de fibra óptica instalados nos postes de toda a rede de Sergipe. O SindiproSE estima que a adequação custaria aproximadamente R$ 10 milhões — valor que recairia diretamente sobre as empresas provedoras de internet do estado.

Além do impacto financeiro, o sindicato aponta outro problema grave: o prazo. Segundo as informações divulgadas pelo SindiproSE, a Energisa fixou o dia 30 de junho de 2026 como limite para que todas as placas fossem trocadas em todo o estado — um prazo considerado pelos provedores como "humanamente impossível" de ser cumprido.

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Para tentar reverter a situação, o SindiproSE solicitou uma reunião com o Ministério Público de Sergipe (MPSE) e a Energisa. O encontro foi realizado no dia 1º de junho de 2026. Na ocasião, o sindicato defendeu o cancelamento da norma, argumentando que ela não traz nenhum benefício operacional para os provedores — sendo útil apenas para a concessionária de energia. A Energisa, no entanto, não aceitou cancelar a exigência.

A tensão entre distribuidoras de energia e provedores de internet não é novidade no Brasil. Normas federais já estabelecem que prestadores de serviços de telecomunicações que ocupam infraestrutura elétrica devem manter seus cabos identificados e em conformidade com padrões técnicos. Quando há cabos sem identificação e nenhum provedor se apresenta como responsável após notificação, a distribuidora pode proceder à retirada, segundo entendimento da Aneel.

O problema, segundo o SindiproSE, é que a mudança imposta pela Energisa Sergipe vai além do que já é exigido pelas regulamentações existentes, gerando uma obrigação nova, onerosa e com prazo inviável. O sindicato avalia que a norma beneficia exclusivamente a concessionária.

Agora, o setor aguarda um posicionamento mais firme do MPSE, que pode ser decisivo para mediar o conflito. Se não houver acordo, o risco de desconexões em massa permanece real — e quem pagará a conta, no fim, será o usuário comum que depende da internet no dia a dia.

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