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MP da Bahia e do Mato Grosso fecham quadrilha do PIX falso e congelam R$ 10,8 milhões

Ação conjunta dos Gaecos prendeu dois homens em Cuiabá e Várzea Grande; um deles é apontado como chefe operacional da organização criminosa que lesava baianos.

Redação ChicoSabeTudo
29 de julho, 2026 · 18:21 2 min de leitura
Policiais durante operação contra golpes do PIX falso na Bahia
Policiais durante operação contra golpes do PIX falso na Bahia

Dois homens acusados de integrar uma organização criminosa especializada em estelionatos virtuais contra vítimas baianas foram presos na manhã desta quarta-feira (29), durante a "Operação Falso PIX". A ação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) em parceria com o Ministério Público do Mato Grosso (MPMT).

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O objetivo da operação era desarticular o grupo criminoso, especializado em estelionatos virtuais e lavagem de capitais. As ações foram conduzidas pelos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) dos dois estados.

Os dois suspeitos foram detidos em municípios diferentes: um em Cuiabá e o outro em Várzea Grande, no Mato Grosso. Segundo as investigações, um dos detidos atuava como liderança operacional do grupo criminoso.

Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos dois municípios mato-grossenses. As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara das Garantias de Salvador e incluem o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados em valor total superior a R$ 10,8 milhões.

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A apuração teve origem na identificação de um golpe aplicado contra uma vítima residente na Bahia, que realizou transferências após acreditar estar se comunicando com um familiar por aplicativo de mensagens. A partir desse caso, as investigações avançaram e permitiram identificar outros fatos com características semelhantes, apontando para a atuação estruturada e coordenada do grupo.

O caso não é isolado. A Bahia tem sido palco de uma série de operações contra quadrilhas de fraudes digitais em 2026. Em maio deste ano, a Polícia Civil baiana deflagrou a Operação Pix Seguro contra uma organização que enviava mensagens falsas sobre suposto bloqueio de contas bancárias para direcionar usuários a páginas fraudulentas. A partir desse mecanismo, os criminosos obtinham dados sigilosos, invadiam contas e realizavam transferências por PIX.

Naquela ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 103 milhões em contas vinculadas aos investigados, como forma de interromper a movimentação financeira do esquema e preservar recursos para eventual ressarcimento das vítimas.

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O padrão dos golpes segue uma lógica semelhante: criminosos se passam por familiares ou por representantes de instituições financeiras para convencer a vítima a transferir dinheiro ou entregar dados bancários. O dinheiro é rapidamente movimentado entre contas para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.

As autoridades orientam que, ao receber qualquer mensagem pedindo transferência via PIX — seja de um "familiar" ou de uma suposta instituição bancária —, a pessoa confirme a identidade do remetente por outro canal antes de realizar qualquer transação.

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