No dia 24 de novembro de 2025, às 23h14 (horário de Brasília), um meteoro duplo foi registrado em Cabo Rojo, Porto Rico, gerando curiosidade sobre sua origem. Embora muitos eventos semelhantes possam ser causados por ilusões de ótica, este caso específico recebeu confirmação de que é um fenômeno real.
De acordo com Frankie Lucena, astrofotógrafo e pesquisador local, a Sociedade de Astronomia do Caribe confirmou que o evento foi gerado pelo desmembramento de um pequeno corpo rochoso, justo antes de sua entrada na atmosfera. Lucena relatou:
“Quando vi a gravação pela primeira vez no meu monitor, pensei que não poderia ser um meteoro, mas, ao ampliar a imagem, notei que a ablação era semelhante à de outros meteoros que já registrei”.
As imagens mostram duas luzes se movendo em paralelo até desaparecerem simultaneamente, o que levanta questões sobre a natureza do evento. Fenômenos desse tipo ocorrem quando um meteoroide se fragmenta durante a entrada na atmosfera, criando múltiplos rastros luminosos.
O caso de Cabo Rojo reflete um evento ainda mais impressionante ocorrido em 2019 no Brasil, quando nove meteoros foram captados na mesma sequência temporal, liderando a atenção de instituições como a Organização Mundial de Meteoros (IMO). Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia, observou que “agrupamentos de meteoros são raros, ainda mais fora de chuvas conhecidas”.
É importante destacar que, apesar da deslumbrante aparência de meteoros duplos, a maioria das ocorrências pode ser explicada por ilusões de ótica induzidas por equipamentos de gravação. Especialistas ressaltam que reflexos gerados por câmeras podem duplicar imagens durante a captura de meteoros, o que pode confundir observadores desavisados.
Investigações sobre fenômenos meteoros continuam a ser essenciais para a compreensão do comportamento de pequenos corpos celestes. Observações cuidadosas e análises técnicas serão fundamentais para futuras declarações sobre eventos similares.







