A China está prestes a fazer história com o lançamento do foguete Zhuque-3, programado para ocorrer neste fim de semana. O lançamento, que ocorrerá no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste do país, visa colocar a carga útil em órbita baixa e recuperar o primeiro estágio do foguete, desafiando o domínio da SpaceX no setor aeroespacial.
A LandSpace, responsável pelo desenvolvimento do Zhuque-3, informou que todos os testes necessários foram realizados com sucesso, incluindo testes de ignição e uma recente movimentação na plataforma de lançamento, que intensificaram as expectativas em torno da missão. Se o lançamento for bem-sucedido, a China se tornará o segundo país a conseguir fazer um pouso exitoso com um propulsor orbital, seguindo os passos dos Estados Unidos.
O Zhuque-3, que se destaca por sua tecnologia 100% nacional, utiliza uma abordagem própria em seu design e operação, combinando algoritmos de controle de voo e sistemas de navegação desenvolvidos internamente. A missão envolve uma reentrada controlada e diversas manobras para garantir um pouso seguro em uma base montada a cerca de 400 km da plataforma de lançamento.
Além do Zhuque-3, outros dois foguetes, o Long March 12A e o Tianlong-3, também estão se preparando para lançamentos reutilizáveis. Com três lançamentos programados, a China visa atender a demanda por lançamentos espaciais de baixo custo e alta frequência, especialmente para o lançamento de pequenas cargas, como satélites que compõem constelações de internet.
A corrida pelo primeiro pouso com sucesso envolve o prestígio tanto de empresas estatais quanto de novas empresas privadas que visam se firmar no mercado competitivo de lançamentos espaciais. O resultado do lançamento do Zhuque-3 poderá alterar o cenário das missões espaciais e girar a atenção global em torno das capacidades de reuso da China no espaço.







