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Imposto de Renda turbina ações do Instituto PIPA: arrecadação sobe 52,5% e beneficia crianças em Pernambuco

Com R$ 295,7 mil captados via renúncia fiscal em 2026, o PIPA amplia atendimento em municípios pernambucanos — mas especialistas alertam para o potencial desperdiçado de R$ 400 milhões no estado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
09 de junho, 2026 · 13:51 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A destinação de parte do Imposto de Renda para fundos da infância está mudando a escala de atuação de uma organização pernambucana. O Instituto Primeira Infância Plantar Amor (PIPA) registrou um crescimento de 52,5% em suas arrecadações em 2026, chegando a R$ 295,7 mil provenientes dessa modalidade de renúncia fiscal, segundo informações divulgadas pela Folha de Pernambuco. Os recursos serão aplicados diretamente no fortalecimento das frentes de trabalho da entidade no estado.

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O impacto é concreto e territorializado. Em Belo Jardim, no Agreste pernambucano, onde o PIPA lidera mobilizações comunitárias, os recursos retidos no município para o fundo da infância cresceram mais de 250% desde a chegada da organização, atingindo R$ 342.581,77 em 2026, de acordo com a mesma fonte. Já em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, o município saltou de R$ 40,2 mil arrecadados em 2025 para R$ 51 mil neste ano — dos quais R$ 21,1 mil serão aplicados diretamente nos projetos do PIPA.

Além das cidades com unidades permanentes, a organização também captou R$ 49,4 mil pelo Fundo Estadual da Criança e do Adolescente (CECA-PE), segundo a publicação, para atender frentes integradas em outras regiões vulneráveis do estado.

O crescimento de 2026 se soma a um histórico de expansão. Em 2025, o Instituto PIPA encerrou o ano com a arrecadação de R$ 3,84 milhões e atuação direta em 24 municípios de cinco estados do Nordeste. A organização, fundada em 2018, desenvolve ações em Pernambuco, Alagoas, Ceará e Bahia.

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O cenário estadual revela tanto avanço quanto oportunidade perdida. Segundo dados divulgados pela Folha de Pernambuco, os contribuintes pernambucanos destinaram cerca de R$ 8,4 milhões para fundos da infância e adolescência em 2026 — o equivalente a 62,9% de todas as destinações sociais feitas no estado. Apesar disso, o potencial é muito maior: a Receita Federal apontaria que Pernambuco poderia reter mais de R$ 400 milhões caso mais pessoas utilizassem o mecanismo.

O principal obstáculo, na avaliação do diretor do PIPA, Rogério Morais, é a falta de informação. "Muita gente ainda não sabe que pode destinar parte do Imposto de Renda sem pagar nada a mais por isso", afirmou ele, segundo a reportagem original. O mecanismo funciona da seguinte forma: pessoa física pode destinar até 3% do imposto devido, sem qualquer custo adicional — o valor que seria recolhido pela União é simplesmente redirecionado para ações sociais no município ou estado escolhido pelo contribuinte.

Essa lógica também está sendo mobilizada na Bahia. O Tribunal de Justiça da Bahia, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, incentiva a população baiana a transformar a declaração do Imposto de Renda em um gesto concreto de cidadania, por meio da campanha "Imposto do Bem", que convida contribuintes a destinarem aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente parte do imposto devido. A União dos Municípios da Bahia (UPB) apoia a iniciativa, reforçando a importância do fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da infância e da juventude nos municípios baianos.

No plano nacional, em 2024, quase R$ 500 milhões foram destinados, por meio do Imposto de Renda, a fundos voltados à promoção dos direitos de crianças, adolescentes e pessoas idosas. Mesmo assim, especialistas apontam que a maioria dos contribuintes elegíveis ainda desconhece o mecanismo ou deixa de utilizá-lo por falta de orientação — um cenário que o PIPA tenta reverter município a município em Pernambuco.

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