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Presa por engano? Formanda em Direito de Goiás é solta após família alegar confusão de identidade em operação contra golpes

Ellen Lorraine ficou mais de três semanas na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia após ser confundida com integrante de organização criminosa suspeita de aplicar golpes em centenas de vítimas.

Redação ChicoSabeTudo
26 de julho, 2026 · 10:21 2 min de leitura
Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, onde Ellen Lorraine esteve presa
Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, onde Ellen Lorraine esteve presa

Uma jovem formada em Direito que estava presa há mais de três semanas em Goiás deixou a Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia após a defesa alegar que ela foi detida por engano — vítima de uma confusão de nomes durante investigação policial.

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Identificada como Ellen Lorraine Trindade Mateus, a jovem foi presa no início de julho de 2026 durante a segunda fase da Operação Boleto Fantasma, conduzida pela Polícia Civil do Amapá. A operação mira uma organização criminosa suspeita de criar um site falso de uma companhia de energia elétrica do estado para aplicar golpes em mais de 300 pessoas entre 2024 e 2025.

Segundo a defesa, as autoridades do Amapá teriam confundido o nome de Ellen com o de outra mulher, chamada apenas de "Lorraine", que seria de fato integrante da organização criminosa investigada. A ordem de prisão foi expedida pelo Judiciário do Amapá com base nas conclusões da Polícia Civil local.

A jovem foi detida por volta das 5h do dia 2 de julho, na casa onde mora com os pais, em Trindade, na região metropolitana de Goiânia. Ela é filha de um coronel da reserva da Polícia Militar de Goiás (PMGO). O advogado de defesa chegou a entregar voluntariamente o celular de Ellen — com senhas bancárias e conversas de WhatsApp — à autoridade policial do Amapá para facilitar a apuração, mas afirmou que ficou mais de uma semana sem resposta.

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A defesa recorreu por meio de habeas corpus e pedido de relaxamento de prisão. Com a concessão do habeas corpus pela Justiça, Ellen foi colocada em liberdade. O delegado responsável pelo caso no Amapá, Breno da Costa Esteves, confirmou que a prisão ocorreu no contexto da Operação Boleto Fantasma, mas não prestou esclarecimentos adicionais sobre a possibilidade de erro de identidade.

A Operação Boleto Fantasma teve sua primeira fase em março deste ano, quando um suspeito foi preso. A segunda fase ampliou o alcance das investigações, que ocorrem desde 2025 após centenas de vítimas denunciarem as fraudes.

O caso expõe um risco real em operações policiais de grande porte: a semelhança de nomes pode resultar em prisões equivocadas, com consequências sérias para pessoas sem envolvimento nos crimes investigados. Enquanto a Justiça avalia os próximos passos, a defesa de Ellen afirma que ela é inocente e que seguirá colaborando com as autoridades para provar isso.

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