Um estudo inédito avaliou como seria a chegada de cometas interestelares na Terra, considerando pela primeira vez cenários de possíveis impactos. A pesquisa, que analisou a trajetória do cometa 3I/ATLAS, revela que objetos vindos de sistemas planetários distantes poderiam atingir nosso planeta a velocidades extremas, com a taxa mais provável no momento do impacto estimada em cerca de 72 km/s.
Embora as chances de uma colisão sejam descritas como "muito, muito baixas", a altíssima velocidade pode resultar em danos significativos, mesmo para pequenos corpos celestes. Os pesquisadores simularam uma imensa população de objetos interestelares, abrangendo 2,6 × 10¹⁰ corpos, para mapear as trajetórias mais prováveis de impacto.
Os resultados indicaram que os impactos não ocorrem de forma aleatória, mas seguem padrões temporais e geográficos. A pesquisa identificou períodos do ano e regiões específicas que apresentariam maior probabilidade de colisão. Objetos como 1I/‘Oumuamua e 2I/Borisov confirmaram que visitas de cometas interestelares são reais, apresentando características distintas que dificultam previsões sobre seus comportamentos próximos à Terra.
Os objetos que têm maior chance de atingir nosso planeta seriam aqueles que se deslocam mais lentamente, influenciados pela gravidade solar, o que concentra a ocorrência em regiões do céu próximas ao ápice solar e ao plano galáctico. As simulações demonstraram que o inverno do Hemisfério Norte é a época com maior probabilidade de impactos, mas os mais velozes tendem a ocorrer na primavera, quando a Terra se move diretamente em direção a esses objetos.
Embora o estudo não forneça uma estimativa do número real de impactos, ele estabelece diversas importantes diretrizes sobre onde, quando e sob quais condições esses contatos poderiam se dar, evidenciando a necessidade de atenção contínua sobre esses fenômenos celestes.







