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Especialista da UFAL explica o que o dono de Betta precisa saber para não matar o peixe sem querer

Professor de Engenharia de Pesca alerta que excesso de ração, água com cloro e dois machos no mesmo aquário estão entre os erros mais comuns de quem cria o animal em casa.

Redação ChicoSabeTudo
17 de junho, 2026 · 08:09 3 min de leitura
Peixe Betta splendens em aquário com plantas aquáticas
Peixe Betta splendens em aquário com plantas aquáticas

Colorido e elegante, o peixe Betta virou presença comum nos lares brasileiros. A fama de resistente, no entanto, engana muita gente. O animal é sensível e cobra atenção diária de quem decide criá-lo. Para orientar tutores iniciantes e experientes, o professor e engenheiro de pesca Dr. Diogo Spanghero, do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Campus Penedo, listou os pontos que fazem a diferença entre um peixe saudável e um animal doente.

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O primeiro aviso do especialista é sobre convivência. Nunca coloque dois machos Betta no mesmo aquário. "O macho precisa viver sozinho. Quando dois bettas são colocados no mesmo ambiente, eles disputam território e podem brigar até que um deles morra", alerta Spanghero. O comportamento territorialista é uma característica marcante da espécie — originária do Sudeste Asiático, onde habita pântanos, rios lentos e áreas alagadas.

Quanto ao espaço, o Betta não precisa de aquário grande, mas precisa de um ambiente bem preparado. Recipientes com capacidade mínima de três litros já atendem às necessidades básicas. O ideal, segundo o professor, é enriquecer o ambiente com plantas aquáticas, pedras ou areia lavada como substrato, criando locais para descanso e exploração. Vale lembrar que o Betta consegue pular para fora do aquário — uma tampa simples evita acidentes.

A temperatura da água também merece atenção: o recomendado é manter entre 26°C e 28°C, algo que termômetro e aquecedor garantem com facilidade. O local onde o aquário fica importa: é preciso ter cuidado com o local onde ficará o aquário, sendo ideal que fique em um lugar fresco, tranquilo e onde o sol não bate diretamente.

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Outro erro frequente é usar água da torneira diretamente no aquário. A água de abastecimento público costuma conter cloro, substância que pode ser extremamente prejudicial ao peixe. A solução é simples: use produtos anticloro, encontrados em qualquer pet shop, ou deixe a água em recipiente aberto por pelo menos 24 horas antes de usá-la, permitindo que o cloro evapore. As trocas parciais de água devem ser feitas regularmente — em geral, uma vez por semana.

Na alimentação, o professor Spanghero recomenda ração específica para peixes ornamentais, oferecida duas vezes ao dia. A referência para a quantidade certa é prática: "O peixe deve consumir o alimento em um ou dois minutos. Se houver sobra de ração, significa que a quantidade oferecida foi maior do que a necessária", explica. Evitar a superalimentação é fundamental, pois uma alimentação descontrolada pode sujar a água do aquário, levando a uma série de problemas. Em casos graves, o excesso de comida pode até reduzir a expectativa de vida do animal.

Com os cuidados certos, o Betta pode viver por até cinco anos no aquário. Mas e quando o tutor não puder mais cuidar do peixe? O especialista da UFAL é direto: procure alguém que possa adotá-lo. Soltar o animal em rios, lagos ou açudes é proibido e perigoso. Por ser uma espécie exótica, territorialista e agressiva, o Betta pode causar desequilíbrios nos ecossistemas locais e prejudicar peixes nativos — um alerta especialmente relevante para quem vive às margens do Rio São Francisco e de seus afluentes.

Para quem quer ir além do aquário doméstico, o curso de Engenharia de Pesca da UFAL, Campus Penedo — localizado em Alagoas, próximo à região do São Francisco — forma profissionais para atuar em aquicultura, manejo, reprodução e nutrição de organismos aquáticos, incluindo peixes ornamentais. Uma área em expansão que abre oportunidades de carreira para quem tem interesse pelo universo aquático.

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