A ByteDance, empresa por trás do famoso TikTok, encontrou um jeito de contornar o bloqueio dos Estados Unidos e vai usar os chips de inteligência artificial (IA) mais potentes do mercado. O plano é investir mais de R$ 13 bilhões para montar centros de processamento de dados fora da China.
A jogada principal acontece na Malásia. Lá, uma empresa parceira vai comprar cerca de 36 mil superchips da Nvidia, que são proibidos de entrar na China. A ByteDance não será a dona do equipamento, mas vai 'alugar' a capacidade de processamento, como se alugasse um supercomputador.
Essa manobra explora uma brecha nas regras americanas. Washington proíbe a venda dos componentes diretamente para a China, mas não impede que empresas chinesas usem a tecnologia se ela estiver instalada em outros países. É uma solução criativa para uma briga de gigantes.
Com esse poder de fogo, a dona do TikTok quer competir de igual para igual com empresas como Google e OpenAI, a criadora do ChatGPT. A tecnologia é essencial para evoluir seus próprios aplicativos de IA, como chatbots e ferramentas que criam vídeos a partir de texto.
E o plano de expansão não para na Malásia. A ByteDance já está de olho em outros países como Indonésia, Austrália e até na Europa para instalar mais desses 'cérebros' eletrônicos. Ao mesmo tempo, a empresa contrata especialistas em IA nos próprios Estados Unidos para ficar perto da inovação.







