Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Cientistas descobrem 'supervulcão' escondido sob a Itália com volume de magma impressionante

Reservatório gigante na região da Toscana tem dimensões comparáveis ao famoso Yellowstone, mas sem sinais na superfície

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
16 de abril, 2026 · 14:41 1 min de leitura

Um reservatório gigante de magma, com mais de 5 mil quilômetros cúbicos de material derretido, foi descoberto escondido no subsolo da Toscana, na Itália. A descoberta impressiona pesquisadores porque, ao contrário de outros locais famosos, não existe um vulcão visível na superfície da região que indique tamanha atividade subterrânea.

Publicidade

O sistema foi mapeado por uma equipe internacional de cientistas entre 8 e 15 quilômetros de profundidade. Para se ter uma ideia do tamanho, o volume é comparável ao do supervulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos, um dos mais monitorados e perigosos do mundo. A diferença é que, na Itália, não há fontes termais ou fumaça de enxofre denunciando o calor.

A descoberta foi possível graças ao uso de sismômetros, que funcionam como uma espécie de "raio-X" da Terra. Os aparelhos detectaram que, embora a região seja conhecida pelo calor geotérmico, ninguém imaginava que a quantidade de magma acumulado fosse tão vasta quanto a de sistemas capazes de causar supererupções.

Um dos pontos que mais intriga os especialistas é o fato de nunca ter ocorrido uma erupção registrada naquele local. Mesmo com temperaturas que ultrapassam os 500 °C, o magma parece estar "preso" sem uma rota de escape para a superfície, o que torna o fenômeno um verdadeiro enigma geológico.

Publicidade

Além da curiosidade científica, o achado pode ter um lado prático importante para a economia. Os pesquisadores acreditam que esses reservatórios podem esconder depósitos de lítio e outros minerais raros, essenciais para a fabricação de baterias de carros elétricos e novas tecnologias de energia.

O estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, reforça que a tecnologia de tomografia do solo é uma ferramenta barata e eficiente para descobrir o que acontece abaixo dos nossos pés, ajudando a entender a evolução do planeta e a buscar novos recursos naturais.

Leia também