O brasileiro precisa abrir o olho com o que recebe no celular. Uma pesquisa recente da agência de checagem Lupa revelou que o uso de Inteligência Artificial (IA) para criar notícias falsas deu um salto assustador de 308% no país entre 2024 e 2025. O estudo mostra que a mentira na internet está ficando cada vez mais profissional e difícil de identificar.
A tática mais perigosa agora são as chamadas "deepfakes". São vídeos onde o rosto e a voz de pessoas conhecidas são imitados com perfeição por computadores, fazendo parecer que autoridades ou famosos estão dizendo coisas que nunca falaram. O levantamento aponta que 81% dessas montagens surgiram apenas nos últimos dois anos.
O foco principal desses conteúdos mentirosos são as eleições, guerras e, principalmente, a aplicação de golpes financeiros. Segundo os dados, quase metade das mentiras criadas com IA em 2025 teve motivação política, usando a imagem de líderes públicos para tentar manipular a opinião do cidadão durante as disputas eleitorais.
Antigamente, as fake news circulavam quase exclusivamente pelo WhatsApp. Agora, a pesquisa mostra que elas se espalharam para redes de vídeos curtos e outras plataformas, dificultando o controle. Cristina Tardáguila, fundadora da Lupa, alerta que a IA raramente é usada para espalhar verdades, servindo quase sempre para confundir o público.
Para não ser enganado, a recomendação é desconfiar sempre de vídeos ou áudios com propostas milagrosas ou ataques exagerados a políticos. A chamada "educação midiática" — que é o hábito de checar a fonte antes de repassar — é apontada como a única vacina eficiente contra esse tipo de manipulação digital.







