A empresa dona do ChatGPT, a OpenAI, está com uma batata quente nas mãos. A ideia é criar um "modo adulto" para o robô, permitindo conversas com conteúdo erótico, mas um problema grave apareceu: o sistema para verificar a idade do usuário é uma peneira. Em testes, 12% dos menores de idade foram classificados como adultos.
Com milhões de adolescentes usando o ChatGPT toda semana, essa falha poderia expor uma garotada a papos que não são para eles. A situação é tão séria que a empresa decidiu adiar o lançamento, que estava previsto para o início de 2026, para tentar consertar a bagunça técnica.
Dentro da própria OpenAI, o clima é de racha. O chefão da empresa, Sam Altman, defende a liberdade dos adultos. Já o conselho consultivo, que tem psicólogos e especialistas da mente, se posicionou totalmente contra. Eles temem que as pessoas fiquem viciadas emocionalmente no robô, criando relações perigosas e se isolando do mundo real.
O medo dos especialistas não é à toa. Já existem casos de pessoas que tiraram a própria vida após desenvolverem um tipo de relacionamento amoroso com outros chatbots. A preocupação é que o ChatGPT, sendo muito mais avançado, possa criar vínculos obsessivos e substituir amizades e namoros de verdade.
Para tentar diminuir os riscos, a OpenAI planeja liberar apenas textos eróticos, sem imagens ou vídeos. A empresa também afirma que está treinando a inteligência artificial para não incentivar esse tipo de apego exclusivo com o usuário. Mas a dúvida que fica é se isso será suficiente para evitar problemas maiores.
No fim das contas, a briga é também por dinheiro. Concorrentes como a empresa de Elon Musk já permitem mais liberdade, e a OpenAI não quer ficar para trás. Enquanto isso, a justiça fica de olho, principalmente depois de casos trágicos envolvendo jovens e outros robôs de conversa.







