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Cade endurece o jogo contra Google e Meta por uso de notícias e inteligência artificial

Gigantes da tecnologia são alvos de investigação por 'roubarem' cliques de sites e dificultarem concorrência no WhatsApp.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
23 de abril, 2026 · 19:50 2 min de leitura

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu apertar o cerco contra o Google e a Meta nesta quinta-feira (23). O órgão federal reabriu uma investigação para apurar se o Google está prejudicando veículos de imprensa ao usar conteúdos jornalísticos para treinar sua inteligência artificial e exibir respostas prontas, o que impede o usuário de clicar nos sites originais.

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A preocupação principal é com a chamada 'busca zero-clique'. Nesse modelo, a pessoa faz uma pergunta e o buscador já entrega o texto completo gerado por IA, usando dados de sites de notícias sem pagar nada por isso ou pedir autorização. Para os conselheiros do Cade, isso cria uma dependência perigosa, onde as empresas de comunicação perdem visitas e dinheiro, enquanto a big tech lucra sozinha.

O processo tinha sido arquivado anteriormente, mas o tribunal decidiu por unanimidade que a situação mudou com o avanço da tecnologia. Agora, o Google será investigado formalmente para medir o impacto real dessa prática no mercado brasileiro. Se for condenada ao fim do processo, a empresa pode enfrentar multas pesadas por infração à ordem econômica.

No mesmo julgamento, a Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — também levou um puxão de orelha. O Cade manteve uma multa diária de R$ 250 mil contra a empresa por ela ter descumprido ordens anteriores. A Meta é acusada de criar barreiras para dificultar o funcionamento de chatbots de inteligência artificial de outras empresas dentro do WhatsApp Business.

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Segundo o relator do caso, a Meta tentou cobrar taxas extras e mudar regras de uso para inviabilizar concorrentes menores. O conselho determinou que o WhatsApp deve manter a gratuidade para esses desenvolvedores, garantindo que o mercado de tecnologia continue competitivo e sem monopólios disfarçados.

A decisão mostra que as autoridades brasileiras estão atentas ao poder dessas plataformas. O objetivo agora é coletar dados detalhados sobre o tempo que os usuários passam nas páginas de busca e como a inteligência artificial está mudando o jeito que as pessoas consomem informação na internet.

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