O Brasil alcançou um novo patamar na aviação militar com a apresentação oficial do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em solo nacional. A aeronave foi batizada nesta quarta-feira (25) na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), marcando a entrada do país no seleto grupo de nações capazes de fabricar aviões de combate de alta tecnologia.
A montagem do caça levou mais de um ano e faz parte de um contrato que prevê a entrega de 36 aeronaves para a Força Aérea Brasileira (FAB). Destas, 15 serão finalizadas totalmente no Brasil. O projeto foca na transferência de tecnologia, permitindo que engenheiros brasileiros aprendam a desenvolver softwares e sistemas complexos de guerra eletrônica.
Além da defesa do espaço aéreo, o programa trouxe um impacto direto no bolso do trabalhador e na economia. Segundo dados da FAB, a produção já gerou mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil postos de trabalho indiretos, integrando diversas empresas brasileiras ao mercado global de defesa.
O investimento no programa Gripen, iniciado em 2014, já soma R$ 16,75 bilhões em valores corrigidos. Apesar do avanço tecnológico, o projeto enfrenta desafios no calendário: a previsão é que todas as unidades estejam operacionais apenas em 2032, o que representa um atraso de oito anos em relação ao planejamento original.
O Gripen E é uma máquina poderosa, capaz de voar a duas vezes a velocidade do som e atingir 16 mil metros de altitude. Ele pode carregar mais de 5 toneladas de armamentos e possui sistemas que permitem a troca de informações em tempo real com outras aeronaves da FAB, como o avião-radar R-99.
Atualmente, 11 aeronaves já foram entregues e algumas já operam na base de Anápolis (GO), protegendo a região de Brasília. O governo federal agora mira o mercado externo, com negociações para exportar o modelo brasileiro para países vizinhos, como a Colômbia.







