A Bahia encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior número de mortes de motociclistas em rodovias federais do Brasil. Levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que, entre janeiro e junho, as estradas federais que cortam o estado registraram 886 acidentes envolvendo motos, com 97 mortes e 1.021 feridos. Do total de ocorrências, 374 foram classificadas como graves.
As rodovias com mais registros foram a BR-324, com 260 acidentes, e a BR-116, com 198. Segundo a PRF, os casos se concentram principalmente em trechos urbanos de grande movimento, como o Anel de Contorno de Feira de Santana e o segmento entre Salvador e Simões Filho, na própria BR-324.
Outro ponto de atenção é o trecho da BR-324 entre Feira de Santana e Amélia Rodrigues. Levantamento do Acorda Cidade mostra que, em apenas uma semana de maio, mês de conscientização sobre acidentes de trânsito, a via registrou quatro ocorrências graves, sendo duas delas com vítimas fatais.
Recentemente, o trecho da BR-324 entre Salvador e Simões Filho também foi afetado por uma cratera aberta na pista, o que agravou ainda mais os riscos para quem trafega pela rodovia.
O impacto dos acidentes com motocicletas também aparece nos hospitais baianos. No Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, 924 vítimas desse tipo de acidente deram entrada apenas no primeiro trimestre de 2026, média de cerca de 300 atendimentos por mês. Segundo a direção da unidade, 78% das vítimas de acidentes de trânsito atendidas no período eram motociclistas.
Em 2025, a PRF havia registrado 1.658 sinistros com motos nas rodovias federais baianas ao longo do ano inteiro, com 1.863 feridos e 179 mortos, o que mostra a dimensão do problema também fora do recorte semestral.
Nesta segunda-feira (27), Dia do Motociclista, a PRF promove uma ação especial de fiscalização e conscientização nas rodovias federais da Bahia. A operação tem como foco coibir excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, condução sem habilitação adequada, irregularidades na documentação dos veículos e o uso incorreto ou a ausência de capacete e outros equipamentos obrigatórios.
Além da fiscalização, agentes da corporação reforçam orientações educativas aos motociclistas sobre a importância de respeitar as leis de trânsito para reduzir o número de acidentes, feridos e mortes nas estradas baianas.







