O Ministério dos Transportes divulgou nesta semana um balanço sobre o programa CNH do Brasil, lançado em dezembro de 2025. Segundo o governo, o prazo mediano para concluir o processo de primeira habilitação caiu de 210 para 147 dias entre janeiro e agosto de 2026, uma redução de 63 dias, ou 30%, na comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com o SBT News, esse número de 147 dias representa a mediana do processo: metade dos candidatos concluiu a habilitação em prazo igual ou menor, e a outra metade levou mais tempo. O resultado é o menor da série histórica iniciada em 2009, mas fica empatado com o índice registrado em 2010, conforme apurou o mesmo veículo.
O programa também provocou aumento na procura. Foram registrados 7,3 milhões de requerimentos de primeira habilitação nos oito primeiros meses de 2026, contra 2,3 milhões no mesmo período do ano passado — alta de 216%. O número de habilitações emitidas passou de cerca de 1,7 milhão para mais de 2 milhões, crescimento de 17,1%.
O custo também mudou. Segundo o SBT News, o valor médio nacional da primeira CNH nas categorias A e B caiu de R$ 3.169,01, em outubro de 2025, para R$ 1.265,80, em abril de 2026. Na Bahia, o custo de referência ficou em R$ 860, uma queda de 78,9% em relação aos R$ 4.085,02 cobrados antes das mudanças.
As alterações no processo incluem carga teórica que pode ser feita on-line e sem carga horária mínima, pelo aplicativo CNH do Brasil, além da redução da exigência mínima de aulas práticas de 20 horas para duas horas. O candidato pode escolher entre autoescola ou instrutor autônomo credenciado pelo Detran, mas continua obrigado a fazer registro biométrico, exames médico e psicológico, e as provas teórica e prática.
O Ministério informou ainda que a redução do tempo de espera ocorreu nas 27 unidades da Federação, com maior queda no Sul (42,4%) e no Norte (40,5%). No Nordeste, a redução foi de 34,6%.
Também houve mudança no mercado de autoescolas. Entre janeiro e agosto de 2026, 478 estabelecimentos encerraram atividades, contra 266 no mesmo período de 2025, enquanto novas aberturas caíram de 402 para 166. Segundo o Ministério dos Transportes, 99,6% dos encerramentos foram voluntários e nenhum decorreu de falência declarada.
O governo estima que as mudanças tiveram impacto econômico de R$ 9,64 bilhões para os cidadãos nos primeiros oito meses de 2026. O Ministério calcula ainda que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem CNH.
Não foram localizadas, até o momento, informações específicas sobre a situação em Paulo Afonso e municípios vizinhos, como Glória, Rodelas, Chorrochó, Macururé, Abaré, Jeremoabo, Santa Brígida, Coronel João Sá, Pedro Alexandre, Antas, Delmiro Gouveia, Pariconha, Água Branca, Olho d'Água do Casado, Petrolândia, Tacaratu, Jatobá e Inajá. O dado regional confirmado se refere ao estado da Bahia como um todo, com o custo médio de R$ 860 para a primeira habilitação.







