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Saúde

Vírus Lujo: Cientistas em alerta com doença que matou 80% dos infectados

Identificado em surto na África, o vírus causa febre hemorrágica grave e tem evolução rápida; transmissão ocorre por roedores e contato humano.

Redação ChicoSabeTudo
21 de abril, 2026 · 17:01 1 min de leitura

Um vírus raro e extremamente perigoso tem chamado a atenção da comunidade científica internacional pela sua alta taxa de letalidade. O vírus Lujo, identificado pela primeira vez após um surto na África, matou quatro das cinco pessoas que infectou, o que representa uma mortalidade de 80% dos casos registrados.

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A doença começou com uma agente de viagens na Zâmbia, que apresentou sintomas parecidos com gripe e intoxicação alimentar. O quadro evoluiu rapidamente e a paciente morreu em apenas 13 dias. O vírus se espalhou para profissionais de saúde que a atenderam, reforçando o alerta sobre o risco de transmissão entre humanos através de fluidos corporais.

Diferente de outras febres hemorrágicas conhecidas, como o Ebola, o sangramento visível não é o sintoma mais comum do Lujo. Os pacientes geralmente sentem febre, dores musculares e de cabeça, seguidas de inchaço no rosto, dor de garganta e diarreia. Nos casos fatais, há uma piora súbita com problemas no coração e no sistema nervoso.

A principal suspeita é que o vírus seja transmitido por roedores, assim como outros membros da família dos arenavírus. No surto documentado, a única sobrevivente foi uma enfermeira que recebeu tratamento com antivirais logo após as autoridades perceberem que se tratava de uma febre hemorrágica viral.

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Atualmente, pesquisadores estudam a estrutura do vírus para tentar criar vacinas ou remédios específicos. Uma descoberta importante de 2024 mostrou como o vírus invade as células humanas, o que pode abrir caminho para tratamentos no futuro, caso novos surtos aconteçam em áreas mais povoadas.

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