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Saúde

Venda de leite cru para consumo direto foi proibida no Brasil em 1969

Em 1969, o Decreto-Lei nº 923 proibiu a venda de leite cru por expor consumidores a microrganismos causadores de doenças, como salmonelose.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
25 de outubro, 2025 · 09:38 2 min de leitura
Imagem: Romo Lomo/Shutterstock
Imagem: Romo Lomo/Shutterstock

Leite cru — direto da ordenha para o copo — pode soar natural e até atraente, mas trazia riscos reais à saúde. Por isso, a venda para consumo direto foi proibida no Brasil em 1969, pelo Decreto‑Lei nº 923: o produto não tratado expunha consumidores a microrganismos capazes de causar doenças, como salmonelose e difteria.

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Compensa correr esse risco por um copo? A resposta das autoridades foi, de forma consistente, não.

Por que o tratamento térmico importa

O leite cru mantém bactérias, vírus e parasitas que naturalmente existem no líquido. Para reduzir esse perigo, adotaram‑se tratamentos térmicos que mudaram bastante o perfil microbiológico do leite, sem eliminar seu papel na alimentação.

A pasteurização aquece o leite a temperaturas inferiores a 100 °C, em ciclos rápidos ou lentos, seguido de resfriamento imediato e conservação sob refrigeração. Esse processo elimina a maior parte dos microrganismos causadores de doença, sem alterar de forma relevante o sabor ou grande parte dos nutrientes, e o produto pasteurizado costuma ter validade de cerca de 7 dias, dependendo da temperatura de armazenamento.

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A esterilização UHT (ultra alta temperatura) consiste em aquecer o leite a pelo menos 135 °C por alguns segundos, resfriá‑lo e embalá‑lo de modo asséptico. O resultado é um leite estável por vários meses na prateleira enquanto a embalagem estiver fechada.

Orientação das autoridades e segurança

Órgãos nacionais e internacionais reforçaram essas práticas: por exemplo, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos reafirmou que a pasteurização é uma medida básica de saúde pública para garantir a segurança do leite destinado ao consumo. Em outras palavras, tratar o leite é como aplicar um filtro de segurança antes de servir.

Valor nutricional e cuidados pessoais

Além da segurança microbiológica, o leite tratado preserva nutrientes importantes. É fonte de cálcio e, segundo o Ministério da Saúde, contribui para a saúde óssea; alguns estudos também associaram maior ingestão de cálcio, inclusive por meio do leite, a um risco reduzido de câncer de cólon.

É importante distinguir reações comuns: a intolerância à lactose é a dificuldade de digerir o açúcar do leite (lactose), enquanto a alergia à proteína do leite é uma resposta imunológica que pode ser mais grave. Saber qual é o caso ajuda a escolher alternativas seguras.

Em resumo: evitar o consumo de leite não tratado é a recomendação das autoridades de saúde, e a proibição da venda direta do leite cru permaneceu como uma medida de proteção ao consumidor.

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