A busca pelo tratamento de urgência para evitar a infecção pelo HIV cresceu em Salvador. Entre janeiro e meados de março deste ano, a rede municipal de saúde já registrou 787 atendimentos de Profilaxia Pós-Exposição, a chamada PEP.
O procedimento é uma medida de prevenção indicada para quem passou por situações de risco, como sexo sem preservativo, casos de violência sexual ou acidentes de trabalho com material biológico. O tratamento consiste no uso de medicamentos por 28 dias para barrar o vírus no organismo.
De acordo com especialistas, o tempo é o fator principal para o sucesso do remédio. O ideal é que a primeira dose seja tomada em até duas horas após o ocorrido, mas o protocolo permite o início do tratamento em um prazo máximo de até 72 horas.
Em Salvador, o atendimento está concentrado em cinco pontos principais. A UPA dos Barris lidera a procura, sendo responsável por mais de 70% dos casos. Também oferecem o serviço as UPAs Hélio Machado, Adroaldo Albergaria, Valéria e o PA Alfredo Bureau.
Além da PEP tradicional voltada ao HIV, o SUS começou a incorporar a 'DoxiPEP'. Essa nova estratégia utiliza o antibiótico doxiciclina para prevenir infecções bacterianas, como sífilis e clamídia, após o sexo desprotegido.
Apesar das opções de urgência, médicos alertam que essas medidas não substituem o uso do preservativo. A PEP é considerada uma estratégia de redução de danos e deve ser utilizada apenas em situações excepcionais de exposição ao risco.







