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Saúde

Cientistas descobrem técnica que trava câncer sem prejudicar células saudáveis

Pesquisa utiliza molécula 'espelho' para cortar a energia de tumores, oferecendo um tratamento mais seguro que a quimioterapia tradicional.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
24 de março, 2026 · 14:31 1 min de leitura

Uma descoberta científica pode mudar a forma como o câncer é tratado, focando apenas na doença e preservando o restante do corpo. Pesquisadores das universidades de Genebra e Marburg identificaram que uma molécula chamada D-cisteína consegue invadir células tumorais e paralisar seu crescimento.

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O grande diferencial dessa estratégia é a seletividade. Diferente da quimioterapia comum, que muitas vezes ataca células saudáveis e causa efeitos colaterais pesados, essa substância entra apenas nas células doentes, que possuem transportadores específicos para absorvê-la.

Uma vez dentro do tumor, a molécula ataca a mitocôndria, que funciona como a usina de energia da célula. Ao travar uma enzima essencial, a célula cancerígena perde força, para de se multiplicar e sofre uma espécie de privação metabólica, desacelerando a evolução da doença.

Os primeiros testes foram realizados em laboratório com camundongos que possuíam tumores de mama agressivos. Os resultados mostraram uma redução importante no tamanho dos tumores, sem que os animais apresentassem sinais de intoxicação ou danos em tecidos saudáveis.

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Apesar do otimismo, especialistas alertam que o estudo ainda está em fase inicial. O oncologista Stephen Stefani reforça que, embora o conceito seja sólido, o caminho entre o laboratório e as farmácias é longo e exige testes rigorosos em seres humanos.

A expectativa é que a D-cisteína funcione como uma terapia complementar. Como ela não mata a célula instantaneamente, mas impede que ela cresça, o uso conjunto com outros tratamentos já conhecidos pode aumentar a eficácia contra tumores difíceis.

Agora, a substância deve passar por ensaios clínicos para definir as doses seguras para pessoas. Só após essas etapas, que avaliam a segurança e a eficácia real em pacientes, é que o novo método poderá ser liberado para uso médico geral.

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