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Saúde

Suplementos pré-natais e redução do risco de autismo em crianças

Estudo revela que a suplementação com ácido fólico e multivitamínicos pode reduzir em até 30% o risco de autismo em crianças.

Redação ChicoSabeTudo
19 de novembro, 2025 · 17:17 1 min de leitura
Imagem: gpointstudio/Shutterstock
Imagem: gpointstudio/Shutterstock

Uma nova revisão realizada por investigadores da Universidade Curtin, na Austrália, em colaboração com instituições etíopes, sugere que o uso de suplementos pré-natais, como ácido fólico e multivitamínicos, pode reduzir em até 30% o risco de desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA) em crianças. A análise foi publicada na revista PLOS One e incluiu mais de três milhões de participantes nas revisões examinadas.

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Os dados demonstram que o TEA, afetando aproximadamente 1% da população infantil mundial, influencia o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação e comportamentos das crianças, podendo estar associado a outras condições como ansiedade e TDAH. A pesquisa destaca a importância da nutrição materna como um fator ambiental crucial no neurodesenvolvimento.

O estudo avaliou oito revisões sistemáticas focadas na relação entre a suplementação de ácido fólico e multivitamínicos durante a gestação e o risco de TEA. Embora algumas investigações anteriores apresentassem resultados mistos, a nova análise confirmou que a utilização desses suplementos está consistentemente associada a uma redução do risco.

Os resultados indicaram uma diminuição de 34% no risco em mães que usaram multivitamínicos, enquanto a suplementação apenas com ácido fólico resultou em uma redução de 30%. Esta consistência nos dados justificou a classificação das evidências como "altamente sugestivas" de um efeito protetor sobre o desenvolvimento cerebral fetal.

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Com base nos achados, os pesquisadores reforçam a recomendação para que mulheres em fase de planejamento familiar e nas primeiras semanas de gestação utilizem ácido fólico e multivitamínicos. A identificação de uma relação significativa entre a suplementação materna e a redução do risco de autismo sustenta a necessidade de políticas públicas que incentivem essa prática.

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