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Saúde

Fisioterapeuta do HU-UFS alerta: queda em idoso não é inevitável e pode ser evitada

Especialista do hospital universitário de Sergipe explica que fatores como perda muscular, medicamentos e riscos domésticos são identificáveis e tratáveis antes do acidente acontecer.

Redação ChicoSabeTudo
05 de julho, 2026 · 07:07 3 min de leitura
Fisioterapeuta auxiliando idoso em exercício de equilíbrio em ambiente hospitalar
Fisioterapeuta auxiliando idoso em exercício de equilíbrio em ambiente hospitalar

Tratar a queda como uma consequência natural da velhice é um dos erros mais comuns na saúde do idoso. Para a fisioterapeuta Eliene Fonseca, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS/HU Brasil), essa visão equivocada atrasa a prevenção e aumenta o risco de consequências graves. "Quedas não fazem parte do envelhecimento saudável. Quanto mais cedo identificarmos os fatores de risco, maiores são as chances de preservar a autonomia e a qualidade de vida", afirma a especialista.

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O alerta ganha peso quando se observa os dados nacionais. Só em 2025, o Sistema Único de Saúde registrou 85.169 atendimentos ambulatoriais e 48.576 internações por esse tipo de acidente, além de 9.050 óbitos — cerca de 24 mortes por dia. No Brasil, um em cada quatro idosos sofre quedas anualmente; entre aqueles com mais de 80 anos, essa proporção sobe para 40%, segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Segundo Eliene, uma queda vai muito além de uma fratura. Ela pode desencadear perda de independência, redução da mobilidade, medo de voltar a caminhar e comprometimento duradouro da qualidade de vida. "Prevenir é sempre mais eficaz do que tratar suas consequências", reforça a fisioterapeuta, que integra a equipe do HU-UFS.

Entre os principais fatores de risco estão a perda de força muscular, alterações no equilíbrio, uso de determinados medicamentos, além de doenças neurológicas e ortopédicas. Os riscos físicos do ambiente — tanto dentro de casa quanto no espaço hospitalar — também figuram entre as causas mais frequentes. Intervenções que combinam exercícios de fortalecimento muscular e equilíbrio com adaptações no ambiente têm se mostrado eficazes na redução de ocorrências.

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No HU-UFS, um conjunto de ações envolve diferentes áreas da assistência. Segundo informações divulgadas pelo hospital, as medidas incluem pisos e fitas antiderrapantes, melhor organização dos leitos para evitar obstáculos, iluminação de segurança, cadeiras de banho para pacientes com maior limitação, grades de proteção, sinalização sobre o nível de mobilidade dos pacientes e pisos táteis em algumas enfermarias.

"O fisioterapeuta atua na recuperação da força, do equilíbrio e da capacidade funcional, especialmente entre idosos, pacientes oncológicos, pessoas que passaram pela UTI e pacientes debilitados pela hospitalização", explica Eliene. Estudos recentes mostram que a fisioterapia precoce em idosos atendidos em serviços hospitalares reduz o declínio funcional após a alta e diminui o risco de novas quedas.

O trabalho no HU-UFS é multiprofissional. Médicos e farmacêuticos revisam medicamentos que podem aumentar o risco de quedas, enquanto equipes de enfermagem, fisioterapia e terapia ocupacional atuam de forma integrada. A identificação dos fatores de risco e a implementação de estratégias preventivas personalizadas dependem diretamente da atuação conjunta desses profissionais.

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O hospital também monitora indicadores de segurança, como o número de quedas com e sem danos e a taxa de quedas por paciente-dia, o que permite a elaboração contínua de planos de melhoria. A segurança contra quedas está entre as seis metas internacionais de segurança do paciente estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde. Para a especialista, informação, avaliação adequada e pequenas mudanças na rotina são suficientes para evitar boa parte dos acidentes.

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