Investigar uma lesão suspeita sem precisar de corte cirúrgico: é isso que as biópsias guiadas por imagem tornam possível. O procedimento utiliza ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética para orientar uma agulha até a área exata que precisa ser analisada, permitindo a coleta de tecido com alta precisão e baixo risco ao paciente.
A biópsia por imagem é um procedimento minimamente invasivo realizado para coletar amostras de tecido de lesões suspeitas de doenças como o câncer. Por ser guiada por imagens em tempo real, a técnica garante alta precisão ao direcionar a agulha para a área exata da lesão, minimizando o risco de coletar tecidos saudáveis ou inadequados.
A Santa Casa de Maceió é um dos centros de referência nesse tipo de procedimento no Nordeste. Segundo informações divulgadas pela instituição, são realizadas cerca de 250 biópsias por mês, utilizando recursos de ultrassonografia e tomografia computadorizada. O radiologista intervencionista André Vitório destaca a importância da técnica especialmente na investigação do câncer: a orientação por imagem permite direcionar a agulha com precisão para a lesão, tornando o procedimento mais seguro e eficiente.
A anestesia local é utilizada para garantir o conforto do paciente, e o procedimento geralmente leva de 10 a 30 minutos. Em casos mais complexos, como biópsias de regiões profundas, pode ser aplicada sedação consciente, segundo informações da Santa Casa de Maceió.
Os procedimentos se dividem em dois grandes grupos. Uma das aplicações mais comuns é no diagnóstico de câncer de mama, onde a biópsia guiada por ultrassom ou mamografia ajuda a determinar se um nódulo é benigno ou maligno. O ultrassom também é a modalidade preferida para investigar nódulos na tireoide, próstata e linfonodos — estruturas mais superficiais e de fácil visualização pela técnica.
No caso de câncer de pulmão, a tomografia computadorizada é frequentemente usada para guiar o procedimento, já que muitas vezes a lesão se encontra em áreas de difícil acesso. Além do câncer de mama e pulmão, a biópsia por imagem também é vital no diagnóstico de tumores no fígado, rins e próstata. Essas biópsias permitem a coleta de amostras sem a necessidade de cirurgias invasivas, agilizando o início do tratamento e proporcionando um diagnóstico preciso.
No caso da próstata, a evolução tecnológica foi ainda mais além. Segundo a Santa Casa de Maceió, a combinação entre ressonância magnética e a técnica de fusão de imagens tornou a biópsia prostática mais precisa, ampliando as chances de identificar tumores em estágios iniciais — sobretudo em pacientes com alterações no PSA (Antígeno Prostático Específico).
O diagnóstico precoce do câncer é fundamental para aumentar as chances de cura. Ao realizar a biópsia em estágios iniciais da doença, os médicos conseguem detectar o câncer antes que ele se espalhe para outras partes do corpo, o que torna o tratamento mais eficaz e menos agressivo.
A urgência desse cenário fica clara nos dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA): são esperados mais de 78 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2026, confirmando a magnitude do problema e a necessidade de ferramentas diagnósticas cada vez mais precisas e acessíveis.
A Sociedade Brasileira de Patologia ressalta que fazer uma biópsia não significa que o paciente está com câncer ou outras doenças. O exame é indicado sempre que há necessidade de esclarecimento sobre um possível diagnóstico. Entender isso ajuda a reduzir a ansiedade e permite que o paciente chegue ao procedimento mais tranquilo e bem informado.
A Santa Casa de Maceió, que completará 175 anos em setembro de 2026, mantém um complexo hospitalar com centro de diagnósticos, UTI, cardiologia e pronto-atendimento 24 horas. Segundo a instituição, o investimento contínuo em qualificação de equipes e modernização de equipamentos é parte do compromisso de oferecer segurança e acolhimento a cada paciente investigado.







