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Saúde

Sertão de Alagoas: conselho de saúde vai ao município após denúncia de risco em serviço home care

CES-AL inspecionou equipe e condições de atendimento em Palestina (AL) após relatos de especialista ausente e atraso na entrega de remédios de uso contínuo.

Redação ChicoSabeTudo
23 de junho, 2026 · 14:02 2 min de leitura
Profissional de saúde realizando atendimento domiciliar a paciente acamado
Profissional de saúde realizando atendimento domiciliar a paciente acamado

Uma denúncia de falhas graves em um serviço de atendimento domiciliar de saúde mobilizou o Conselho Estadual de Saúde de Alagoas (CES-AL) a ir pessoalmente ao município de Palestina, no Sertão alagoano. A fiscalização ocorreu na segunda-feira (22) e teve como ponto de partida relatos de ausência de um profissional especialista na equipe e de atraso na entrega de medicamentos de uso contínuo para um paciente atendido pelo serviço home care.

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Durante a inspeção, representantes do conselho ouviram familiares do paciente e verificaram de perto as condições do atendimento prestado. Segundo informações divulgadas pela fonte, foram analisadas as escalas de profissionais, a oferta de remédios, a alimentação fornecida e os materiais de higiene disponibilizados ao usuário.

O presidente do CES-AL, Maurício Sarmento, foi direto ao apontar a gravidade do que estava sendo investigado. "Denúncia de falta de profissional e de remédio atrasado é denúncia de risco de vida", afirmou, segundo a fonte. Para ele, o conselho precisa estar presente no município, ao lado de quem depende do serviço.

O papel do CES-AL vai além de reuniões em Maceió. O órgão é a instância de deliberação do Sistema Único de Saúde em Alagoas e tem como missão fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde no estado. Ir ao território, diante de denúncias concretas, é parte dessa responsabilidade institucional.

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O serviço home care custeado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) atende pacientes alagoanos que necessitam de cuidados especializados em casa, com equipes multiprofissionais. A modalidade foi criada para garantir assistência fora do ambiente hospitalar, com atendimento adaptado ao quadro clínico de cada paciente. Falhas na composição da equipe ou no fornecimento de medicamentos comprometem diretamente a continuidade e a segurança desse atendimento.

Após concluir a vistoria em Palestina, o conselho informou que vai encaminhar um relatório à Sesau, que deverá adotar as providências cabíveis. A medida pode incluir cobranças à empresa prestadora do serviço e adequações no contrato de atendimento.

O caso expõe uma vulnerabilidade recorrente nos serviços de saúde em municípios do interior: a dificuldade de manter equipes completas e o abastecimento regular de medicamentos em regiões distantes dos grandes centros. Para famílias que dependem do home care, qualquer interrupção pode ter consequências sérias à saúde do paciente.

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