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Saúde

Maternidade Climério de Oliveira pede doações com estoque de leite humano baixo

A Maternidade Climério de Oliveira, em Salvador, enfrenta uma queda preocupante no estoque de leite humano. O volume, vital para bebês prematuros, está bem abaixo do ideal e a unidade precisa de novas doadoras com urgência.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
02 de fevereiro, 2026 · 14:21 3 min de leitura
Foto: Divulgação/EBSERH
Foto: Divulgação/EBSERH

A Maternidade Climério de Oliveira (MCO), que faz parte da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e é administrada pela Ebserh, está enfrentando um desafio urgente: seu estoque de leite humano está perigosamente baixo. Esse alimento é fundamental e insubstituível para a vida de recém-nascidos prematuros e outros bebês que estão internados na unidade em Salvador, na Bahia.

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O Banco de Leite Humano (BLH) da maternidade, que tem capacidade para guardar até 130 litros, hoje conta com apenas cerca de 40 litros. Para piorar, em janeiro, as doações diárias caíram para uma média de 2,5 litros, um volume muito pequeno para atender à demanda. Segundo a enfermeira Carina Faray, que trabalha no BLH, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal precisa de aproximadamente 1.800 ml de leite por dia, mas só tem recebido cerca de 800 ml. Isso significa que mais da metade da necessidade dos bebês não está sendo suprida.

Por que o leite humano é tão importante?

O leite materno é considerado o alimento mais completo para os bebês, um verdadeiro “padrão ouro” na nutrição infantil. Ele fortalece o sistema de defesa dos pequenos, diminuindo o risco de doenças e infecções. Além de ser vital para o desenvolvimento dos bebês, a amamentação traz benefícios também para a saúde da mãe.

A maternidade tem atualmente apenas sete mães doadoras ativas, um número muito abaixo do ideal. Para garantir que todos os bebês recebam o leite que precisam, seriam necessárias pelo menos 30 doadoras em atividade constante.

Suporte para as mães e como doar

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A Maternidade Climério de Oliveira oferece um serviço de “porta aberta” em seu Banco de Leite Humano. Isso significa que qualquer mãe que amamenta pode procurar ajuda lá, não importa onde o bebê nasceu. A equipe oferece orientações, consultas e acompanhamento para todas as questões relacionadas ao aleitamento.

Se você tem interesse em ajudar, o processo de doação é simples e conta com todo o apoio da maternidade. Para ser uma doadora, você precisa:

  • Estar em boas condições de saúde.
  • Apresentar exames de rotina atualizados (como hemograma, HIV, HTLV, sífilis, citomegalovírus e hepatites B e C).
  • Seu bebê deve estar em aleitamento exclusivo.

Não tem os exames? Não se preocupe! A equipe do Banco de Leite pode ir até a sua casa para coletar as amostras necessárias. A coleta do leite também pode ser feita na residência da doadora, com a ajuda da maternidade e do Corpo de Bombeiros, por meio do programa “Amigo do Peito”. A frequência da coleta é definida de acordo com a produção de cada mãe, podendo ser a cada dois dias ou semanalmente. O leite coletado precisa ser recolhido em até dez dias após a primeira coleta para garantir sua validade.

“A demanda diária da UTI Neonatal é de aproximadamente 1.800 ml, mas, atualmente, estão sendo disponibilizados cerca de 800 ml”, afirma a enfermeira Carina Faray, do BLH.

Se você pode ser uma doadora ou quer mais informações sobre como ajudar, entre em contato com o Banco de Leite Humano da Maternidade Climério de Oliveira. Sua doação faz uma diferença enorme na vida desses pequenos guerreiros.

Entre em contato:

  • Telefone: (71) 3283-9264

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