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Saúde

Hospital Roberto Santos: cirurgiões denunciam atraso e Sesab rebate

Grupo de 25 médicos aponta cinco meses de atraso nos pagamentos; Secretaria nega irregularidade

Redação ChicoSabeTudo
23 de agosto, 2026 · 12:06 2 min de leitura
Fachada do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador
Fachada do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador

Um grupo de 25 cirurgiões gerais do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, formalizou junto ao Cremeb, órgão que fiscaliza o exercício da medicina no estado, a decisão de deixar progressivamente as escalas de plantão da unidade. Segundo os profissionais, o motivo central é o atraso no pagamento dos honorários, que já teria chegado a cinco meses.

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O relato foi apresentado na segunda-feira (17), em reunião na sede do conselho entre os médicos, representados pela advogada Ana Caroline Amoedo, e o conselheiro José Abelardo de Meneses, que dirige o setor do órgão responsável por defender os direitos da categoria médica. Além dos salários atrasados, o grupo relatou redução progressiva no número de plantonistas, o que estaria sobrecarregando quem permanece na escala, e defasagem nos valores pagos diante da complexidade dos procedimentos realizados no hospital.

Diante do risco de impacto no atendimento à população, o Cremeb encaminhou no mesmo dia ofícios à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ao setor estadual que administra a rede de unidades de saúde e ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), cobrando providências.

O conselheiro José Abelardo de Meneses afirmou que o cenário preocupa o Cremeb diante do crescimento das demandas ligadas à inadimplência de honorários médicos. Segundo ele, esse tipo de situação, além de prejudicar diretamente o profissional, pode gerar desassistência à população, atingindo principalmente os pacientes mais necessitados e os usuários do Sistema Único de Saúde.

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Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia contestou os pontos centrais da denúncia. A pasta afirmou que o atendimento aos pacientes do HGRS segue normalmente, sem interrupção nos serviços, e negou ter recebido qualquer pedido formal de desligamento coletivo dos médicos, garantindo que as escalas permanecem organizadas.

Sobre os pagamentos, a Sesab declarou que os valores devidos aos profissionais estão sendo quitados dentro dos prazos previstos em contrato. A secretaria informou ainda que atendeu a um pedido de reajuste feito pela categoria, com acréscimo de 30% na remuneração dos plantões, e que todos os esclarecimentos sobre o caso já foram encaminhados formalmente ao Cremeb.

As duas versões — a dos cirurgiões, de atraso de até cinco meses, e a da Sesab, de pagamentos em dia — permanecem em aberto. O caso segue sob acompanhamento do Cremeb e foi levado também ao Ministério Público estadual.

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