Última hora
Publicidade
PMPA - 6244
Saúde

Diabetes descompensada: sede intensa e idas ao banheiro alertam

Especialistas explicam por que os dois sintomas aparecem juntos quando o açúcar no sangue foge do controle

Redação ChicoSabeTudo
23 de agosto, 2026 · 06:17 2 min de leitura
Pessoa bebendo água em um copo, representando sede intensa associada ao diabetes descompensado
Pessoa bebendo água em um copo, representando sede intensa associada ao diabetes descompensado

Quem bebe água com frequência e ainda assim não consegue matar a sede, além de sentir necessidade de urinar diversas vezes ao longo do dia e também de madrugada, pode estar diante de um sinal do corpo que costuma ser ignorado. Segundo especialistas, essas duas queixas juntas podem ser um dos primeiros indícios de que o açúcar no sangue está fora de controle, quadro conhecido como diabetes descompensada.

Publicidade

O mecanismo por trás dos sintomas é o mesmo: quando a glicose se acumula em excesso no sangue, os rins tentam eliminar parte dela pela urina, o que aumenta o volume urinário e obriga a pessoa a urinar com mais frequência, inclusive à noite. Essa perda constante de líquido desidrata o organismo e dispara a sensação de sede intensa, mesmo que a pessoa já tenha bebido água pouco tempo antes.

Além da sede e da vontade frequente de urinar, o quadro de diabetes descompensada costuma vir acompanhado de outros sinais, como boca seca, emagrecimento sem motivo aparente, aumento do apetite, náuseas, dor abdominal, cansaço, fraqueza, sonolência e visão turva. Em geral, esses sintomas só aparecem quando a glicemia já está bastante elevada, o que torna importante não ignorá-los.

O diabetes é considerado uma doença silenciosa justamente porque muita gente convive com a glicose alta sem perceber. Levantamentos citam que cerca de 46% dos brasileiros com diabetes, o equivalente a 8,5 milhões de pessoas, não sabem que têm a doença, o que atrasa o diagnóstico e aumenta o risco de complicações.

Publicidade

Diante da combinação de sede persistente e aumento da frequência urinária, a recomendação é procurar atendimento médico para medir a glicemia e, se necessário, dosar a hemoglobina glicada, exame que mostra a média do açúcar no sangue nos três meses anteriores à coleta. Quando a descompensação é confirmada, o paciente costuma precisar de acompanhamento hospitalar até que os níveis de glicose voltem a ficar sob controle.

Manter a rotina de medição da glicemia, seguir o tratamento indicado por um médico e adotar hábitos como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física ajudam a evitar que o quadro chegue à descompensação. Quem já tem diagnóstico de diabetes e nota o retorno desses sintomas deve buscar orientação médica o quanto antes.

Publicidade

Leia também