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Saúde

Estudo liga uso de herbicidas ao aumento de casos de câncer de intestino em jovens

Pesquisa internacional aponta que substância usada na agricultura pode ser o gatilho para a doença em pessoas com menos de 50 anos

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
05 de maio, 2026 · 17:09 2 min de leitura

Um novo alerta acende o sinal vermelho para a saúde de adultos jovens. Uma pesquisa publicada na renomada revista Nature revelou que a exposição a herbicidas e pesticidas está fortemente ligada ao surgimento do câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos, um público que antes era menos atingido pela doença.

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O estudo, liderado pelo instituto Vall d’Hebron, da Espanha, identificou que o composto químico picloram, utilizado em larga escala desde os anos 60, aparece como um dos principais vilões. Os dados mostram que pacientes mais novos diagnosticados com o tumor tiveram uma exposição maior a essa substância do que os pacientes mais velhos.

O que mais chamou a atenção dos cientistas é que o herbicida parece agir de uma forma diferente no organismo. Ele consegue estimular o crescimento do câncer mesmo sem alterar genes que normalmente protegem o corpo, o que acelera o aparecimento da enfermidade precocemente.

A investigação aponta que o risco maior está no ambiente. Segundo os pesquisadores, a exposição deve acontecer principalmente em áreas onde o veneno é aplicado, e não necessariamente através do consumo de alimentos. O levantamento acompanhou dados de décadas para chegar a essa conclusão.

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Historicamente, o câncer de intestino é associado ao envelhecimento, com a maioria dos casos ocorrendo após os 50 anos. No entanto, o crescimento desproporcional entre os mais novos preocupa os médicos, já que nesse grupo a doença costuma ser mais agressiva e descoberta já em estágio avançado.

Além dos fatores químicos, o estudo reforçou que velhos conhecidos da saúde pública continuam sendo perigosos. O tabagismo e a má alimentação foram confirmados como elementos que ajudam a abrir caminho para o surgimento dos tumores no aparelho digestivo.

Para chegar aos resultados, a equipe analisou o DNA dos pacientes e o histórico do local onde viviam. Eles usaram marcadores químicos que funcionam como um 'diário' do corpo, registrando tudo o que a pessoa foi exposta ao longo da vida, desde a poluição até substâncias tóxicas.

Apesar das evidências fortes contra o picloram, os especialistas afirmam que novas pesquisas ainda serão feitas para bater o martelo sobre como essa relação ocorre no dia a dia. Por enquanto, o cuidado com a exposição ambiental e hábitos saudáveis seguem como a melhor prevenção.

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