Duas estagiárias do curso técnico de enfermagem admitiram ser as autoras da receita com a expressão "3h de buceta", que viralizou nas redes sociais e gerou investigação na Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, no agreste de Pernambuco. Segundo apurado, uma delas também foi responsável por divulgar o conteúdo nas redes sociais, o que fez com que o documento se espalhasse rapidamente pela internet.
De acordo com a sindicância instaurada pela prefeitura, as estudantes confessaram ter produzido o documento em clima de "brincadeira" durante o expediente. O papel trazia o carimbo de uma técnica de enfermagem plantonista da rede municipal, que não autorizou e nem sequer sabia do uso indevido de sua identificação profissional.
A conclusão do procedimento administrativo foi taxativa: o documento não tem qualquer validade técnica ou administrativa, pois estava sem a assinatura da profissional — elemento obrigatório para autenticar qualquer receituário na rede pública de saúde.
A técnica de enfermagem, que havia sido afastada preventivamente no início das investigações, foi totalmente inocentada e reintegrada às suas funções. A sindicância não identificou nenhum indício de participação, conhecimento ou cumplicidade da servidora no caso.
O episódio veio à tona pela primeira vez em 6 de maio e voltou a circular na internet no dia 19, chamando atenção do público e da imprensa nacional. Com a conclusão da apuração, as duas estagiárias foram desligadas do estágio no município.







