O axolote, uma pequena salamandra mexicana, está chamando a atenção da ciência por um motivo impressionante: ele é capaz de reconstruir partes do seu coração, cérebro e até membros inteiros com perfeição absoluta. Diferente de outros animais, ele não apenas fecha feridas, mas refaz o órgão perdido como se fosse novo.
O segredo dessa "supercura" está na transformação das células. Quando o animal sofre uma lesão, as células maduras voltam a ser células-tronco. Elas formam uma estrutura chamada blastema, que coordena o crescimento do novo tecido exatamente como aconteceu quando o animal ainda estava se desenvolvendo no ovo.
Enquanto nos seres humanos o corpo cria uma cicatriz rígida para fechar um corte, o axolote não deixa marcas. Ele consegue restaurar até 25% do tecido do coração e grandes porções da medula espinhal e do cérebro em apenas algumas semanas, mantendo a saúde plena e funcional.
Pesquisadores de Harvard explicam que o genoma desse anfíbio é dez vezes maior que o humano. A ciência agora tenta descobrir como "ligar" esse interruptor genético em pessoas, o que poderia revolucionar o tratamento de queimaduras graves e até a recuperação de pacientes que sofreram infarto.







