O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que mais 20 ararinhas-azuis testaram positivo para circovírus, totalizando 31 aves infectadas na Bahia. O criadouro onde as aves estão, localizado em Curaçá, abriga 103 indivíduos da espécie, e o circovírus é um agente potencialmente fatal para os psitacídeos.
Conforme o ICMBio, não existem tratamentos eficazes para o circovírus, que causa a Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD). Os primeiros sintomas podem surgir de duas a quatro semanas após a contaminação, e a taxa de sobrevivência das aves infectadas é alarmantemente baixa, variando entre 6 e 12 meses. De acordo com a veterinária Ianei Carneiro, a situação é crítica, pois o vírus “pode não apenas devastar a população de ararinhas-azuis, mas também ameaçar outras espécies da região”.
Em resposta à emergência sanitária, o ICMBio, em conjunto com a Polícia Federal, iniciou vistorias. O criadouro foi multado em aproximadamente R$ 1,8 milhão por não seguir adequadamente os protocolos de biossegurança, que incluem a limpeza rigorosa das instalações e a proteção dos funcionários durante o manejo das aves. A situação é ainda mais delicada, já que a soltura de um novo grupo de ararinhas-azuis, prevista para julho deste ano, foi suspensa até que a situação esteja controlada.
O criadouro, que rejeita as alegações de negligência, destacou que 98 das 103 ararinhas-azuis estão com exames negativos para o vírus. As divergências nos testes realizados provocaram uma contestação por parte da administração, que busca revisões e discussões técnicas com autoridades envolvidas.
As investigações sobre a origem do circovírus continuam, e o ICMBio planeja isolar as aves infectadas para garantir a saúde das não infectadas. O foco permanece em assegurar que as práticas de biossegurança sejam implementadas permanentemente para evitar a propagação do vírus entre as aves da região.







