Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Circovírus afeta 31 ararinhas-azuis na Bahia, alerta ICMBio

ICMBio confirma 31 ararinhas-azuis infectadas por circovírus na Bahia, com taxa de mortalidade alarmante para a espécie.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
03 de dezembro, 2025 · 13:29 1 min de leitura
Em 2022, um grupo de ararinhas-azuis do Criadouro Científico para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-azul foi solto em Curaçá.
Em 2022, um grupo de ararinhas-azuis do Criadouro Científico para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-azul foi solto em Curaçá.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que mais 20 ararinhas-azuis testaram positivo para circovírus, totalizando 31 aves infectadas na Bahia. O criadouro onde as aves estão, localizado em Curaçá, abriga 103 indivíduos da espécie, e o circovírus é um agente potencialmente fatal para os psitacídeos.

Publicidade

Conforme o ICMBio, não existem tratamentos eficazes para o circovírus, que causa a Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD). Os primeiros sintomas podem surgir de duas a quatro semanas após a contaminação, e a taxa de sobrevivência das aves infectadas é alarmantemente baixa, variando entre 6 e 12 meses. De acordo com a veterinária Ianei Carneiro, a situação é crítica, pois o vírus “pode não apenas devastar a população de ararinhas-azuis, mas também ameaçar outras espécies da região”.

Em resposta à emergência sanitária, o ICMBio, em conjunto com a Polícia Federal, iniciou vistorias. O criadouro foi multado em aproximadamente R$ 1,8 milhão por não seguir adequadamente os protocolos de biossegurança, que incluem a limpeza rigorosa das instalações e a proteção dos funcionários durante o manejo das aves. A situação é ainda mais delicada, já que a soltura de um novo grupo de ararinhas-azuis, prevista para julho deste ano, foi suspensa até que a situação esteja controlada.

O criadouro, que rejeita as alegações de negligência, destacou que 98 das 103 ararinhas-azuis estão com exames negativos para o vírus. As divergências nos testes realizados provocaram uma contestação por parte da administração, que busca revisões e discussões técnicas com autoridades envolvidas.

Publicidade

As investigações sobre a origem do circovírus continuam, e o ICMBio planeja isolar as aves infectadas para garantir a saúde das não infectadas. O foco permanece em assegurar que as práticas de biossegurança sejam implementadas permanentemente para evitar a propagação do vírus entre as aves da região.

Leia também