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Saúde

Câncer de pele: Unicamp inicia testes em humanos de novo tratamento com adesivo de prata

Pesquisa brasileira utiliza composto inovador para reduzir tumores sem necessidade de cirurgias agressivas ou quimioterapia

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
16 de abril, 2026 · 09:47 1 min de leitura

Pesquisadores da Unicamp deram um passo importante na luta contra o câncer de pele ao iniciarem os primeiros testes em humanos de um tratamento inovador. A nova técnica utiliza um adesivo especial, carregado com um composto de prata e anti-inflamatório, aplicado diretamente sobre a lesão do paciente.

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O método funciona como um curativo biológico que libera a medicação de forma controlada. Nos testes realizados em laboratório e com animais, a substância conseguiu reduzir o tamanho dos tumores e, em alguns casos, eliminá-los completamente, sem atacar as células saudáveis do corpo.

A grande vantagem dessa tecnologia é evitar procedimentos invasivos. Atualmente, a remoção cirúrgica é o caminho mais comum, mas costuma deixar cicatrizes profundas ou causar a perda de partes do nariz e das orelhas, gerando um forte impacto na autoestima dos pacientes.

Batizado de AgNMS, o composto combina a prata com a nimesulida. Segundo os cientistas, o objetivo é oferecer uma alternativa muito mais barata e menos dolorosa do que as sessões de quimioterapia e imunoterapia disponíveis hoje no mercado.

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Nesta primeira fase clínica, três pacientes do Hospital de Clínicas da Unicamp já estão sendo acompanhados para avaliar a segurança das doses. Se os resultados positivos continuarem, o estudo será ampliado para um grupo maior antes de buscar a liberação definitiva da Anvisa.

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, com mais de 260 mil novos casos estimados apenas para este ano. A doença atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos que se expuseram excessivamente ao sol ao longo da vida.

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