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Saúde

Por que o Ozempic não funciona para todos? Estudo revela que 10% das pessoas têm resistência genética

Pesquisa da Universidade de Stanford explica por que canetas emagrecedoras e remédios para diabetes falham em parte dos pacientes.

Redação ChicoSabeTudo
16 de abril, 2026 · 06:16 1 min de leitura

Um estudo internacional liderado pela Stanford Medicine trouxe um alerta importante para quem aposta nas famosas "canetas emagrecedoras": cerca de 10% da população possui uma variante genética que impede o funcionamento pleno de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

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A pesquisa identificou que essas pessoas sofrem de uma condição chamada "resistência ao GLP-1". Na prática, o corpo até produz o hormônio responsável por controlar o açúcar no sangue e dar saciedade, mas o organismo não consegue utilizá-lo de forma eficiente, tornando o tratamento muito menos potente.

Os cientistas focaram no gene chamado PAM. Quando esse gene apresenta falhas, a enzima que deveria ativar o hormônio GLP-1 trabalha com menos da metade da sua capacidade. O resultado é curioso e frustrante: o paciente tem níveis altos do hormônio circulando, mas o açúcar no sangue não cai e o esvaziamento do estômago continua rápido demais.

Durante os testes, os pesquisadores notaram que após seis meses de uso, quem tem essa genética não conseguia reduzir a glicose como o esperado. Para esses pacientes, a sensibilidade ao remédio chega a ser 18% menor do que em uma pessoa comum, o que exige doses maiores ou a troca completa da medicação.

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O objetivo dos médicos agora é usar esses dados para criar uma medicina de precisão. No futuro, um exame genético poderá dizer, antes de o paciente gastar dinheiro com as canetas caras, se o corpo dele vai realmente responder ao tratamento ou se é melhor buscar outra alternativa.

Apesar da descoberta, os cientistas ainda buscam entender o motivo exato dessa resistência. Foram dez anos de estudos com humanos e camundongos para confirmar que o problema não está na falta do hormônio, mas sim na forma como o corpo tenta — e falha — em usá-lo para controlar o metabolismo.

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