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Saúde

Bahia registra redução de 86% nos casos de dengue em 2025

A Bahia comemora uma queda de 86% nos casos de dengue em 2025, além de reduções em chikungunya e zika. A Sesab destaca investimentos e ações preventivas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
07 de janeiro, 2026 · 14:28 2 min de leitura
Foto: Saúde GovBA
Foto: Saúde GovBA

A Bahia alcançou uma marca notável na luta contra as arboviroses. Em 2025, o estado viu uma redução impressionante de 86% nos casos prováveis de dengue, comparado ao ano anterior. Os números mostram que foram 32.715 notificações em 2025, um contraste gritante com os 232.645 casos registrados em 2024.

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Não foi apenas a dengue que diminuiu. A chikungunya também apresentou uma queda significativa, com 2.562 casos prováveis em 2025, representando uma redução de 84,7% em relação aos 16.757 casos de 2024. O zika vírus seguiu o mesmo caminho, caindo de 1.192 casos em 2024 para 305 em 2025, uma melhora de 74,4%.

A notícia mais animadora talvez seja a redução drástica no número de mortes causadas pela dengue. Em 2025, foram confirmados 14 óbitos, enquanto no mesmo período de 2024, o estado chorou a perda de 182 pessoas. Isso significa uma queda de 92,3% nas fatalidades.

Outro ponto a ser comemorado é que nenhum município baiano se encontra em situação de epidemia em 2025, um avanço e tanto, já que em 2024, seis cidades estavam nessa condição.

Investimento e parceria foram chaves para o sucesso

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Esses resultados positivos são fruto de um trabalho conjunto entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), e as prefeituras. Juntos, eles se uniram para combater o mosquito Aedes aegypti.

Para isso, foram investidos cerca de R$ 32 milhões. Esse dinheiro foi usado para comprar equipamentos modernos, veículos para aplicação de fumacê (os chamados UBV pesados), kits essenciais para os agentes de combate às endemias, além de medicamentos e materiais de prevenção. Campanhas educativas também foram realizadas para conscientizar a população.

“O Governo do Estado se colocou à disposição para apoiar todos os municípios. É preciso agora que cada ente continue fazendo a sua parte. As prefeituras devem garantir as ações na atenção primária, assegurar a limpeza urbana para eliminar criadouros e mobilizar a sociedade”, afirmou Roberta Santana, secretária da Saúde do Estado.

Atenção e prevenção continuam sendo fundamentais

Apesar da redução expressiva, a vigilância precisa continuar. Márcia São Pedro, diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, alertou que as medidas de prevenção e controle do mosquito não podem parar.

“É essencial eliminar possíveis criadouros como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada, onde os mosquitos Aedes aegypti se proliferam”, explicou Márcia.

Ela também lembrou que as vacinas contra a dengue estão disponíveis para adolescentes entre 10 e 14 anos, uma ferramenta importante na proteção da saúde pública.

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