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Saúde

Bahia registra menor taxa de fome grave em três anos

A Bahia reduziu a fome grave em 60% em três anos, alcançando a menor taxa com o programa 'Bahia Sem Fome', que investiu R$ 5,2 bilhões e beneficiou milhões.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
31 de dezembro, 2025 · 19:06 3 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A luta contra a fome na Bahia está mostrando resultados significativos. O governo do estado anunciou que o programa Bahia Sem Fome conseguiu reduzir a taxa de pessoas em situação de fome grave para o menor nível dos últimos três anos. Os dados, divulgados nesta terça-feira (30) durante o balanço de 2025 da iniciativa, mostram uma queda adicional de 11,6% nos casos de insegurança alimentar grave comparado ao ano anterior.

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Em 2023, quando as ações emergenciais começaram, junto com o Governo Federal, para tirar o Brasil do Mapa da Fome, a Bahia tinha cerca de 1,9 milhão de pessoas passando por fome grave. Agora, em 2025, esse número caiu para aproximadamente 760 mil pessoas. Isso significa uma grande diminuição de cerca de 60% em relação a 2023, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para alcançar esses resultados, o Governo da Bahia investiu pesado. Apenas em 2025, foram cerca de R$ 1,8 bilhão aplicados em diversas frentes, como a distribuição de alimentos, a criação de cozinhas comunitárias, o reforço da alimentação escolar e o apoio a projetos em parceria com os municípios. Desde que o programa começou, o investimento total já chegou a R$ 5,2 bilhões.

Cozinhas Comunitárias e Campanhas de Solidariedade

Uma das estratégias que mais se destacaram foi a instalação de 150 cozinhas comunitárias. Em 2025, essas cozinhas foram abertas em 95 municípios baianos, graças ao edital “Comida no Prato”. Cerca de 120 organizações da sociedade civil ajudaram a administrar esses locais, garantindo que aproximadamente 30 mil pessoas recebessem refeições regulares até dezembro do ano passado.

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O coordenador do programa Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, explicou a abrangência dos investimentos:

“Isso significa recursos para a alimentação escolar, para cozinhas comunitárias e solidárias, para a assistência com cestas básicas, para o acesso à água e para a inclusão produtiva, já que a agricultura familiar é de suma importância nesta agenda de combate à fome.”

Além das cozinhas, a Campanha de Arrecadação e Doação de Alimentos também fez a diferença. Foram arrecadadas 500 toneladas de alimentos e distribuídas 150 mil cestas básicas em cidades que mais precisavam, seja por vulnerabilidade social ou por terem sido afetadas por desastres como secas e enchentes.

Expansão e Autonomia para as Famílias

O alcance das políticas públicas de combate à fome se expandiu ainda mais com a adesão de mais 93 municípios ao Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) em 2025. Com isso, a Bahia chegou a 189 cidades cadastradas no sistema, o que representa 40% dos municípios baianos. O Sisan é fundamental para ampliar o acesso às ações do programa, atendendo cerca de 5,6 milhões de pessoas em todo o estado.

Tiago Pereira também destacou o foco do programa em dar dignidade e autonomia às famílias:

“A dignidade efetiva só se dá a partir do momento em que as famílias têm condições de prover a própria alimentação. O Estado oferece a cesta básica, mas, ao mesmo tempo, tem se preocupado em dar condições à população para o exercício pleno da cidadania.”

Além dessas ações diretas, o governo estadual opera através de uma rede integrada de equipamentos que ajudam a combater a fome. Isso inclui Mercados Populares, Restaurantes Populares, tecnologias para garantir acesso à água, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e para a População em Situação de Rua, Bancos de Leite Humano, Armazéns da Agricultura Familiar e Centros Públicos de Economia Solidária. Um esforço conjunto para garantir que cada vez menos baianos enfrentem a fome grave.

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