A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) montou dois grupos de trabalho para fiscalizar de perto o uso das famosas "canetas emagrecedoras" no Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16), mira o controle rigoroso sobre substâncias como a semaglutida e a tirzepatida.
A medida surge em um momento crítico, logo após a agência proibir a venda de medicamentos ilegais vindos do Paraguai e barrar novos registros de remédios similares. Com a queda da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, a preocupação com a segurança dos pacientes aumentou.
Os especialistas dividiram as tarefas em dois prazos distintos. O primeiro grupo tem 45 dias para levantar riscos imediatos e evidências científicas, enquanto a segunda equipe terá 90 dias para acompanhar como os planos de ação estão sendo executados na prática.
Tecnicamente conhecidas como agonistas do receptor de GLP-1, essas substâncias imitam hormônios intestinais para dar saciedade e controlar o açúcar no sangue. Elas são indicadas para diabetes tipo 2 e obesidade, mas o uso indiscriminado preocupa as autoridades de saúde.
Embora as novas regras não mudem a forma de comprar o remédio hoje, os relatórios finais servirão para definir critérios mais rígidos de prescrição. O objetivo é evitar que o avanço desses tratamentos coloque a saúde da população em perigo por falta de orientação.
Os documentos produzidos por essa força-tarefa servirão como um guia para que a diretoria da Anvisa tome decisões futuras sobre a comercialização. A agência quer garantir que a tecnologia médica caminhe junto com a segurança de quem precisa do tratamento.







