O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, iniciou neste fim de semana sua permanência na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima do Distrito Federal. A transferência do investigado, que anteriormente estava detido em Potim, no interior de São Paulo, foi concluída na tarde de sexta-feira (6), após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que argumentou a necessidade de preservar a integridade física de Vorcaro e assegurar um controle mais rigoroso sobre sua custódia.
De acordo com os regulamentos do Sistema Penitenciário Federal, Vorcaro passará por um período inicial de adaptação. Durante os primeiros 20 dias, ele permanecerá isolado em uma cela de nove metros quadrados. Este procedimento é padrão para novos internos em unidades federais e serve para avaliação de perfil e segurança.
Após esse intervalo, o banqueiro será transferido para uma cela individual definitiva, com dimensões de seis metros quadrados. As unidades federais de segurança máxima são projetadas para evitar o contato entre detentos e limitar a comunicação externa, operando sob regimes de disciplina rigorosos.
Um dos pontos de destaque neste início de custódia em Brasília é a ausência de visitas. Segundo informou a defesa do empresário, o regimento interno da unidade não permite visitas aos domingos, regra que se estende inclusive aos advogados constituídos.
A Penitenciária Federal de Brasília possui capacidade para 208 presos, todos em celas individuais. O modelo é focado no isolamento de lideranças e investigados de alta periculosidade ou que necessitem de proteção especial, como é o caso alegado pela Polícia Federal na solicitação enviada ao STF.
A transferência ocorre no âmbito de investigações que envolvem o sistema financeiro. A decisão do ministro André Mendonça baseou-se nos relatórios técnicos da PF que indicavam que a permanência em unidades estaduais comuns poderia apresentar riscos à ordem pública ou à segurança do próprio detento.
Até o momento, a defesa de Daniel Vorcaro tem se manifestado de forma a acompanhar o cumprimento dos direitos previstos na Lei de Execução Penal, embora ressalte as limitações impostas pelo rigor do sistema federal.







