O Esporte Clube Vitória se manifestou, por meio de uma nota, após a Justiça determinar novas exigências no processo de Regime Centralizado de Execuções (RCE), usado pelo clube para renegociar suas dívidas. A decisão, proferida pela 1ª Vara Empresarial de Salvador, destacou que o Vitória não havia dado andamento nas solicitações de suspensão de execuções judiciais.
A Justiça intimou o clube a apresentar, em um prazo de 20 dias, um plano atualizado contendo detalhes sobre credores, valores e processos em aberto. Além disso, foi requerida a habilitação formal dos credores e designado um administrador judicial para acompanhar o progresso do caso. Na nota, o Vitória defendeu que já havia enviado um plano de pagamento anteriormente, mas que a paralisação do processo se deu devido a indefinições internas no Tribunal de Justiça sobre a designação do juiz responsável.
O clube destacou que as dívidas em questão são oriundas de gestões passadas e explicou o funcionamento do RCE, um mecanismo legal que permite a concentração do pagamento de dívidas judiciais em um único procedimento dentro de um prazo de seis a dez anos, conforme o plano apresentado. O Vitória havia solicitado a agregação de todas as execuções em um só juízo, mas enfrentou resistência de alguns juízes que alegaram falta de previsão regimental para tal.
A nota do clube também abordou a recente decisão judicial e criticou a cobertura da mídia, chamando-a de irresponsável e sensationalista. O Vitória afirmou que já havia encaminhado planos de pagamento e que todas as informações relevantes estão disponíveis nos autos do processo.
Como próximos passos, o clube deverá apresentar o plano atualizado nos moldes exigidos pela Justiça, além de seguir cooperando com o administrador judicial designado para assegurar a transparência e a regularidade do processo.







